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Sporting: "A sensação que fica é que quem foi preso foi o peixe miúdo"

Miguel Sousa Tavares comentou, esta segunda-feira, no seu espaço de comentário na SIC, as medidas de coação aplicadas aos 23 suspeitos de agredir os jogadores e equipa técnica do Sporting.

Sporting: "A sensação que fica é que quem foi preso foi o peixe miúdo"
Notícias ao Minuto

22:36 - 21/05/18 por Natacha Nunes Costa

Política Miguel Sousa Tavares

Esta segunda-feira foram conhecidas as medidas de coação aplicadas aos 23 arguidos acusados de serem os autores das agressões aos jogadores e equipa técnica do Sporting, na passada semana, em Alcochete. Apesar do juiz do Tribunal do Barreiro, no distrito Setúbal, ter aplicado a medida de coação mais gravosa, a de prisão preventiva para todos os suspeitos, Miguel Sousa Tavares acredita que esta medida é insuficiente e foi tomada apenas para servir de exemplo.

“Eu penso que esta decisão é mais para ser exemplar do que outra coisa. Faz amanhã uma semana que isto aconteceu, sabe-se que foram pelo menos 50 os assaltantes da academia, 23 foram presos no local, mas passado uma semana mais ninguém foi preso, isso é que me parece estranho”, disse o escritor no seu espaço de comentário na SIC.

Para Miguel Sousa Tavares, as entidades não estão a cumprir o seu papel. “Sabendo-se a identidade de pelo menos mais dois assaltantes, eu pergunto-me: ‘o que é que as entidades andam a fazer?’ É que a sensação que fica é que quem foi preso foi o peixe miúdo, aqueles que não tinham um carro cá fora para os tirar dali”, diz o comentador garantindo que “com certeza que há mandantes, com certeza que isto foi uma operação organizada e quem foi preso foi a tropa de choque, uma tropa menor”.

Quanto à nova lei da violência no desporto que o primeiro-ministro, António Costa, espera ter preparada para o início da próxima sessão legislativa e à criação de uma autoridade nacional contra a violência no desporto, o escritor afirma que esta lei já existe e que o problema é que “os políticos não têm coragem para impor as leis”.

“Em Portugal brinca-se com a lei. Quando há uma lei que diz que as claques têm de ser legalizadas e não o são e todos fecham os olhos, algo vai mal”, terminou Miguel Sousa Tavares.

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