Meteorologia

  • 16 NOVEMBRO 2018
Tempo
19º
MIN 19º MÁX 19º

Edição

Matou mulher num jardim de Alcáçovas. Foi condenado a 23 anos de prisão

O Tribunal de Évora condenou hoje a 23 anos de prisão efetiva um homem acusado de ter matado a mulher com uma navalha, no jardim público de Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo.

Matou mulher num jardim de Alcáçovas. Foi condenado a 23 anos de prisão
Notícias ao Minuto

15:06 - 16/05/18 por Lusa

País Justiça

Na leitura do acórdão, o tribunal deu como provados os crimes de homicídio qualificado e de violência doméstica, de que o homem estava acusado pelo Ministério Público (MP), aplicando penas de 22 anos e de dois anos e seis meses de cadeia, respetivamente.

Em cúmulo jurídico, segundo o acórdão lido pela juíza que presidiu ao coletivo que julgou o caso, Joaquim Ganso foi condenado a uma pena única de 23 anos de prisão efetiva e ao pagamento de indemnizações, incluindo 45 mil euros a cada filho.

O homicídio ocorreu a 6 de maio de 2017, cerca das 14h30, no jardim público da vila de Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo, distrito de Évora.

Em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja, há cerca de um ano, Joaquim Ganso, de 55 anos, estava acusado pelo MP da prática dos crimes de homicídio qualificado e de violência doméstica.

No início do julgamento, o arguido admitiu a autoria do crime, apesar de dizer que não se lembrava de alguns momentos, e manifestou arrependimento, frisando, por diversas vezes, que não era capaz de se imaginar "a fazer aquilo".

Hoje, na leitura do acórdão, a juíza indicou que ficaram provados em julgamento quase todos os factos que constavam na acusação, à exceção de um episódio de violência doméstica e de o homem ter escondido a navalha na manga da camisa antes de matar a mulher.

A presidente do coletivo notou que quando o arguido se dirigiu ao jardim público de Alcáçovas tinha o propósito de matar a mulher, porque sabia que ela ali se deslocava todos os dias, frisando que o homem estava inconformado com o fim do casamento.

Após ler um resumo do acórdão, a magistrada deu a palavra ao homem, tendo este questionado a condenação pelo crime de violência doméstica, alegando que não foram apresentadas provas e que os filhos mentiram em tribunal.

A juíza lamentou a postura do arguido e frisou que este nunca mostrou arrependimento durante o julgamento.

No final, o advogado de defesa, António Simões, revelou aos jornalistas que, após efetuar uma análise "muito superficial" da decisão, decidiu apresentar recurso, por considerar que "a pena aplicada é excessiva".

A advogada dos filhos, Filomena Camacho Pinela, entregou uma nota por escrito, em que se podia ler que "Maria Silvéria foi uma mulher de extraordinária força e coragem, que decidiu viver em liberdade e chegou a ser feliz, rodeada dos filhos e dos netos".

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório