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Vítimas de abusos sexuais cometidos por padre chileno reúnem com papa

Três vítimas de um padre chileno, que durante décadas abusou sexualmente de menores numa igreja em Santiago do Chile, aceitaram o convite do Vaticano para um encontro com o papa Francisco no final de abril.

Vítimas de abusos sexuais cometidos por padre chileno reúnem com papa
Notícias ao Minuto

17:54 - 17/04/18 por Lusa

Mundo Vaticano

"Ele (Francisco) pediu-nos para ir a Roma antes dos bispos", confirmou o jornalista Juan Carlos Cruz que, juntamente com James Hamilton e José Murillo, encabeçou as acusações de abusos contra o padre Fernando Karadima e a sua ocultação pelas altas autoridades da igreja chilena.

Karadima, formador de cinquenta sacerdotes, dos quais cinco se tornaram bispos, foi condenado em 2011 pela justiça canónica pelos abusos cometidos.

Um dos bispos formados por Karadima é Juan Barros, a quem as vítimas acusam de encobrir os abusos, e que desde 2015 é o chefe da diocese de Osorno, no sul do Chile.

Em várias entrevistas, Juan Carlos Cruz apontou que Barros estava o pé quando Karadima lhe tocou e beijou quando, aos 15 anos, frequentou a paróquia de El Bosque, em Santiago, dirigida por Karadima.

Na segunda-feira a Santa Sé anunciou que o papa terá um encontro com as vítimas no último fim de semana de abril, no Vaticano, semanas antes de um encontro com os bispos do Chile, para discutir o relatório sobre os testemunhos.

O encontro com os bispos será na terceira semana de maio e os bispos devem apresentar um plano de renovação da igreja no Chile, que poderá implicar a expulsão de bispo.

"Temos uma reunião com o papa e vamos propor um plano para a renovação da Igreja (...) É possível que o papa peça a alguns bispos para deixar a sua diocese", disse o presidente da Conferência Episcopal do Chile, Santiago Silva, em declarações à Radio Cooperativa.

Estas declarações surgiram após a carta do papa, divulgada na quarta-feira, no qual este admitiu ter cometido "graves erros de avaliação" do escândalo de abusos sexuais no Chile, convidando as vitimas a ir a Roma para que lhes possa pedir perdão.

O pedido de desculpa de Francisco surge depois de receber o relatório do arcebispo maltês Charles J. Scicluna, que viajou até ao Chile para ouvir os testemunhos das vítimas dos abusos.

Depois de ler o relatório, que inclui 64 testemunhos, o papa pediu a colaboração do clero chileno "no discernimento das medidas que, a curto, médio e longo prazo, deveriam ser adotadas para restabelecer a comunhão eclesial".

Santiago Silva admitiu na quarta-feira "não ter feito o suficiente" no caso do bispo Barros e hoje disse que a Igreja deve "assumir o comando da situação, com grande responsabilidade, ser muito ousada para encontrar soluções e avançar".

Juan Barros, nomeado bispo em março de 2015 pelo papa, foi acusado no Chile de encobrir os casos de abuso sexual cometidos por Fernando Karadima, um influente pastor da igreja de El Bosque, localizada num bairro próspero de Santiago.

Francisco expressou o seu apoio a Barros durante sua visita ao Chile e qualificou as acusações contra o bispo como "difamação", embora mais tarde se tenha retratado.

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