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Instituto do Mundo Lusófono vai ser "vitrina da lusofonia"

O Instituto do Mundo Lusófono (IMLus) foi hoje lançado na universidade da Sorbonne, em Paris, e trata-se de uma plataforma que pretende ser uma "vitrina da lusofonia", disse a presidente do instituto Isabelle de Oliveira.

Instituto do Mundo Lusófono vai ser "vitrina da lusofonia"
Notícias ao Minuto

12:34 - 07/12/17 por Lusa

Mundo Paris

O Instituto do Mundo Lusófono, criado em finais de 2015, foi apresentado no primeiro Congresso da Lusofonia e da Francofonia, que começou na quarta-feira e decorre até sexta-feira, em Paris, tendo como embaixadora a escritora Alice Vieira e como madrinha a deputada Maria de Belém Roseira.

O instituto vai juntar parceiros económicos, universidades e agentes da cultura dos países lusófonos mas, para já, é apenas de uma plataforma digital e a sua sede física deverá ser inaugurada dentro de um ano em Paris, de acordo com Isabelle de Oliveira, que também organizou o congresso.

"Foi uma ideia, julgo eu, original, termos pela primeira vez em Paris uma vitrina da lusofonia à imagem de grandes institutos que existem na cidade de Paris, como o Instituto do Mundo Árabe. Eu julgo que nós, nesse aspeto, estávamos a pecar porque havia uma lacuna importante", explicou a responsável.

Isabelle de Oliveira sublinhou ser "importante que a cultura das comunidades lusófonas irradie também a partir de Paris" porque "Paris é a cidade da luz" e, simbolicamente, o Instituto do Mundo Lusófono vai ser o "IMLus".

A presidente do Congresso da Lusofonia e da Francofonia explicou, ainda, que o instituto pretende trabalhar em cooperação com instituições ligadas à francofonia.

"A importância deste congresso é estreitar a cooperação entre o espaço lusófono e francófono, frisar a vitalidade desses dois grandes espaços, são duas potências mundiais e fomentar debates sobre as perspetivas no futuro, nos projetos que já estão em curso e uma partilha também", continuou.

O lançamento do Instituto do Mundo Lusófono decorreu no grande anfiteatro da Sorbonne, na presença, nomeadamente, de Maria do Carmo Silveira, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do músico António Vitorino de Almeida e da atriz Maria de Medeiros.

Maria do Carmo Silveira afirmou aos jornalistas que o Instituto do Mundo Lusófono vai ser "complementar a tudo aquilo que se tem feito ao nível da CPLP" e que é "um projeto muito interessante que virá naturalmente impulsionar não só a lusofonia como a francofonia".

"A criação deste instituto vem reforçar não só a relação de cooperação que já existe entre dois espaços linguísticos, a lusofonia e a francofonia, mas também criar um espaço de intercâmbio, de investigação sobre o aproveitamento de todo o potencial que representa o nosso espaço linguístico", considerou.

No discurso de abertura oficial do Congresso da Lusofonia e da Francofonia, Isabelle de Oliveira disse esperar que este evento "possa ser o lançar da primeira pedra de uma sólida construção de pontes entre estas duas potências mundiais: a lusofonia e a francofonia" e salientou que "a defesa da língua portuguesa na Europa e no mundo" é um "desafio cultural de primeiro plano".

"Até agora, as bandeiras da lusofonia e da francofonia têm sido erguidas bem alto por esse mundo fora, por académicos, investigadores, artistas, agentes culturais, desportistas e, peço desculpa, muito mais que a classe política e alguns agentes da desinformação que andam aí a fazer de conta", referiu a professora universitária.

Esta tarde, no âmbito do congresso, estão programadas mesas-redondas sobre ciência, educação, artes e desporto no espaço da lusofonia e francofonia, com o cientista Alexandre Quintanilha, o selecionador Fernando Santos e o jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos, entre outros.

Na sexta-feira, o congresso continua com debates sobre economia, diplomacia cultural, imprensa, política e literatura, na presença do ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, do vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza, dos escritores Richard Zimler, Germano Vera Cruz, Manuel Rui Monteiro e Mário Máximo, entre vários outros nomes.

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