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Governo da Líbia abre inquérito a casos de escravatura

O vice-primeiro-ministro do Governo de Unidade Nacional (GUN) líbio anunciou hoje a abertura de um inquérito aos casos de escravatura detetados próximo de Tripoli e denunciados num documentário da cadeia de televisão norte-americana CNN.

Governo da Líbia abre inquérito a casos de escravatura
Notícias ao Minuto

11:42 - 19/11/17 por Lusa

Mundo Governo

Num comunicado, publicado no Facebook, Ahmed Metig expressou descontentamento pela série de documentários divulgada na semana passada pela CNN e que dá conta do "reaparecimento do comércio de escravos num bairro dos arredores" da capital líbia.

Metig indicou que irá nomear uma comissão de inquérito para averiguar os "relatos divulgados pela imprensa", visando deter os responsáveis e levá-los à justiça.

Um conjunto de reportagens recentes da cadeia de televisão norte-americana a mostrar imagens da venda de migrantes, na maioria oriundos da África subsaariana, foi largamente partilhado nas redes sociais e provocou uma forte indignação da comunidade internacional, sobretudo de países africanos e das Nações Unidas.

Numa das reportagens, em que as imagens, de má qualidade, recolhidas a partir de um telemóvel, veem-se dois jovens encarcerados numa jaula, ao mesmo tempo que se ouve uma voz a anunciar a venda de "jovens fortes" para trabalhos agrícolas e outros a troco de 1.200 dinares líbios, o que equivalente a 340 euros cada um.

Em Paris, cerca de um milhar de pessoas manifestaram-se sábado para denunciar a situação, indicou hoje a polícia francesa.

Depois da queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, os traficantes têm lucrado e permanecido impunes com a falta de controlo e de segurança na Líbia, país por onde passa grande parte das dezenas de milhares de pessoas que procuram chegar à costa mediterrânica líbia à procura de meios de transporte para chegar à Europa, nomeadamente a Itália, a 300 quilómetros de distância.

Segundo os últimos dados da Organização Internacional das Migrações (OIM), perto de 156 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa depois de atravessarem o Mar Mediterrâneo desde 01 de janeiro deste ano (menos dos que os 341 mil registados no mesmo período de 2016), tendo 73% deles chegado a Itália.

Pelo meio, perto de 3.000 migrantes morreram durante a travessia.

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