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Paraquedista ficou tetraplégico. O caso vai para Tribunal Constitucional

O pai do ex-soldado não se resigna com o facto de a tragédia se ter devido à "má sorte", como o Supremo Tribunal alegou. O caso agora segue para o Tribunal Constitucional.

Paraquedista ficou tetraplégico. O caso vai para Tribunal Constitucional
Notícias ao Minuto

16:25 - 17/09/17 por Notícias Ao Minuto

Mundo Espanha

No dia 14 de fevereiro de 2007, Alejandro Clemente viu o rumo da sua vida ser alterado na sequência de um trágico acidente. Na altura, Alejandro tinha 22 anos e era um soldado que participava num exercício do Esquadrão Paraquedista da Força Aérea, em Múrcia.

Por indicação do responsável, ele e outros oito paraquedistas saltaram da aeronave e ficaram feridos. O mais grave foi Alejandro, que ficou tetraplégico devido à gravidades dos ferimentos.

Nos últimos 10 anos, o ex-soldado esteve confinado a uma cama, em estado vegetativo, já que não podia falar nem mexer nenhum dos membros.

O caso foi levado a tribunal e o Supremo acabaria por absolver, em julho do ano passado, o sargento que autorizou o lançamento. De acordo com o acórdão do tribunal, “houve erros de cálculo por parte do sargento”, agora tenente, ao estimar a velocidade do vento e o ponto de libertação das paraquedistas. Os factos não lhe foram, por isso, imputados, já que “não houve nenhuma omissão do dever de cuidado”.

A equipa de juízes do Supremo era composta por cinco elementos, no entanto dois deles defenderam que acreditavam que o salto nunca deveria ter sido autorizado. Para estes juízes, “uma vez alcançado o ponto de libertação dos paraquedistas, a aeronave foi deslocada lateralmente para a direita como resultado do vento forte". Essa circunstância deveria ter “recomendado extrema atenção já que se tratava de um exercício perigoso como o lançamento de paraquedistas", defendem.

O argumento destes juízes serviu de base ao recurso que António Clemente, pai do ex-soldado, apresentou ao Tribunal Constitucional. O pai do ex-soldado não se resigna com o facto de a tragédia se ter devido à "má sorte", como o tribunal alegou.

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