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Milhares de mulheres manifestam-se no Peru contra violência de género

Milhares de mulheres manifestaram-se, no sábado, nas ruas de Lima e das principais cidades do Peru contra a violência de género que, segundo dados oficiais, resultou já em 59 vítimas mortais desde o início do ano.

Milhares de mulheres manifestam-se no Peru contra violência de género
Notícias ao Minuto

06:42 - 13/08/17 por Lusa

Mundo 'Nem uma a menos'

Trata-se da segunda mobilização 'Nem uma a menos' organizada por grupos sociais, feministas e de homossexuais no Peru. Os familiares das mulheres desaparecidas nos últimos anos em Lima, assim como as vítimas da violência durante o conflito armado interno do Peru (1980-2000), lideraram a marcha na capital peruana.

Entre janeiro e junho 59 mulheres foram assassinadas no Peru - mais 11% - e 123 foram alvo de tentativas de homicídio, um número idêntico ao registado nos primeiros seis meses do ano passado, segundo dados oficiais.

Arlette Contreras, uma advogada que sofreu uma tentativa de homicídio na cidade de Ayacucho, uma das mulheres que figura como símbolo da primeira marcha de 2016, galardoada nos Estados Unidos com o Prémio Internacional das Mulheres de Coragem, também participou este ano na mobilização.

O agressor de Contreras, Adriano Pozo, foi libertado pela justiça apesar de o ataque ter sido registado pelas câmaras de videovigilância de um hotel de Ayacucho.

Mais de dois terços (68%) das mulheres peruanas foi por alguma vez alvo de qualquer tipo de violência física, psicológica ou sexual por parte dos seus parceiros, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística peruano.

A marcha realizada na capital percorreu várias avenidas do centro de Lima e terminou junto ao Palácio de Justiça, onde as ativistas protestaram contra a atuação dos juízes e procuradores atendendo aos 48.489 casos de violência doméstica, sexual e de género sinalizados no Peru desde o início do ano.

A despenalização do aborto, a promulgação de uma lei de identidade de género e igualdade de direitos para as mulheres transexuais e o agravamento das penas para os assassínios de mulheres figuraram entre as principais reivindicações.

O Peru tem o terceiro maior índice de casos de violação sexual do mundo, sendo, em paralelo, o país da América Latina com a mais elevada taxa de abandono escolar por causa de gravidezes precoces, de acordo com os organizadores da marcha.

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