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Estado de emergência na Vírgina devido a marcha de brancos supremacistas

Autoridades declararam estado de emergência. A polémica marcha "Unir a direita" concentra hoje centenas de brancos supremacistas em Charlottesville, no Estado norte-americano da Virginia, em protesto pela retirada de uma estátua de homenagem ao general Robert E. Lee, um dia depois de violentos confrontos.

Estado de emergência na Vírgina devido a marcha de brancos supremacistas
Notícias ao Minuto

16:44 - 12/08/17 por Lusa

Mundo EUA

As autoridades de Charlottesville, no estado da Vírginia, declararam, este sábado, estado de emergência na sequência da marcha. 

O governador Terry McAuliffe indicou, através da sua conta na rede social Twitter, este sábado de manhã, que tomou a decisão para "ajudar o Estado a responder à violência" na marcha de Charlottesville, a cerca de 160 quilómetros de Washington.

Este é o protesto mais recente na cidade desde que, no início do ano, foi aprovada a remoção da estátua do general Robert E. Lee num parque no centro da cidade.

Terry McAuliffe também declarou o estado de emergência local e a polícia deu ordem às pessoas para que dispersassem da área circundante depois dos confrontos violentos que eclodiram naquela zona.

Um grupo de manifestantes acudiu esta noite ao 'campus' da Universidade da Virginia, com sede em Charlottesville, com tochas para celebrar a decisão de um juiz federal de permitir a manifestação, o que provocou confrontos violentos com os estudantes que obrigaram mesmo à intervenção da polícia.

Gritando "as vidas dos brancos importam", os manifestantes concentraram-se em frente à estátua de Thomas Jefferson, um dos dois pais fundadores dos Estados Unidos.

O organizador da marcha, Jason Kessler, afirmou em comunicado que se trata de defender a primeira emenda à Constituição norte-americana, que protege a liberdade de expressão, e de apoiar "os grandes homens brancos que estão a ser difamados, caluniados e derrubados nos Estados Unidos".

Entre opositores e manifestantes, espera-se que se juntem naquela pequena cidade do Estado da Virginia a 300 quilómetros de Washington, mais de duas mil pessoas, numa concentração que o Southern Poverty Law Center, que investiga os grupos que fomentam a violência descreve como "o maior encontro de ódio da sua classe em décadas nos Estados Unidos".

Tendo em conta a possibilidade de confrontos, foram destacados mais de mil agentes das forças de segurança estatal e o governador do Estado da Virginia, o democrata Terry McAuliffe, pediu aos cidadãos para se manterem longe desta marcha que vai decorrer no Parque da Emancipação.

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