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Irmãos abandonados pela família vivem há quatro anos na escola

Professores não têm coragem de dizer aos dois meninos o que realmente lhes aconteceu.

Irmãos abandonados pela família vivem há quatro anos na escola
Notícias ao Minuto

16:10 - 31/07/17 por Patrícia Martins Carvalho

Mundo China

Dois irmãos naturais da China foram abandonados pela família quando tinham seis e oito anos e, por isso, vivem há quatro anos na escola onde estudam.

Os dois meninos, agora com 10 e 12 anos, vivem numa escola na província de Heilongjiang, no norte da China. De acordo com o jornal South China Morning Post, era a avó que levava os irmãos à escola e, à tarde, ia buscá-los.

Porém, quando chegaram as férias grandes, a mulher deixou de aparecer. A direção da escola entrou então em contacto com ela que lhes disse que estava a viver numa cidade diferente e não os podia ir buscar. A avó acrescentou, ainda, que não havia mais nenhum membro da família que pudesse tomar conta dos pequenos.

Face a tal situação, a direção da escola decidiu permitir que os dois irmãos passassem as férias na escola. No entanto, quando as aulas recomeçaram as duas crianças continuaram sem ter familiares que os fossem buscar.

A avó mudou de número de telemóvel e, por isso, ficou incontactável. A mãe dos meninos havia-se divorciado do pai dos filhos e não tinha qualquer rendimento para poder sustentá-los. O pai, por fim, também havia mudado de cidade a trabalho e ninguém sabia como contactá-lo.

Para piorar a situação, o facto de os pais dos meninos estarem vivos impede que eles possam ser enviados para instituições apropriadas, pois não são considerados órfãos.

E assim se passaram quatro anos. Os dois irmãos estudam, vivem, dormem e comem na escola, mas ainda assim não sabem a verdade.

A professora dos meninos diz não ter coragem para lhes dizer que a família os abandonou, pois eles continuam a falar na mãe e no pai, dizendo ter saudades.

“Eu lembro-me muito pouco dos meus pais. Sinto muito a falta deles e espero que nos possam vir buscar para nos levar para casa”, disse o menino mais novo ao jornal, admitindo que gostaria muito de ter uma festa de anos, algo que nunca teve.

“Nós nunca tivemos festas de anos ou um bolo de anos. Pensamos sobre isso, mas não dizemos aos professores para não lhes darmos trabalho”, acrescentou.

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