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Ataque no metro de São Petersburgo: O que se sabe até ao momento

O vídeo que se segue mostra os momentos vividos no metro após o ataque. É explícito, pelo que pode ferir a suscetibilidade de alguns leitores.

Catorze pessoas morreram esta segunda-feira à tarde após um ataque no metro de São Petersburgo, Rússia. Houve ainda 45 feridos, três dos quais já tiveram alta. Segundo a agência Interfax, 13 permanecem em estado considerado muito grave.

O ataque foi levado a cabo dentro de uma carruagem que circulava entre as estações de metro Sennaia Ploshchad e Instituto Tecnológico, numa linha de metro central daquela que é a segunda maior cidade da Rússia.

Vladimir Putin encontrava-se precisamente nesta cidade no momento do ataque. Ia reunir-se com com Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia.

Todas as estações do metro de São Petersburgo foram encerradas para serem inspecionadas pelas forças de segurança e foi encontrado um dispositivo por explodir numa outra estação.

A bomba que explodiu era de fabrico artesanal, com uma potência equivalente a um quilo de TNT. Continha pregos no interior que, projetados na explosão, se destinavam a provocar ainda mais vítimas.

“Dentro da carruagem toda a gente esperava a morte", contou um sobrevivente agência estatal russa TASS.

Todos os sinais apontam para um atentado terrorista, mas nenhum grupo extremista reivindicou, para já, o ataque. O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, declarou que, do ponto de vista jurídico, não se pode classificar a explosão como um atentado.

"Todos os sinais de atentado estão lá, mas a investigação tem que considerar absolutamente todas as versões", disse, citado pela agência Sputnik.

As primeiras suspeitas recaem sobre um jovem de 23 anos com origens na Ásia Central, encontrado morto no local. Um porta-voz da agência de segurança GKNB, os serviços de informação quirguizes, admite que o culpado pelo ataque pode ser Akbarzhon Jalilov, cidadão russo nascido no Quirguistão em 1995. 

Momentos após o ataque Vladimir Putin enviou condolências às famílias das vítimas e admitiu a hipótese de se ter tratado de um ataque terrorista. Foram decretados três dias de luto.

Donald Trump falou ao telefone com o homólogo russo e prometeu "apoio total" de Washington em resposta a este ataque. “Tanto o Presidente Trump como o Presidente Putin concordaram que o terrorismo tem de ser rapidamente e decisivamente derrotado", anunciou a Casa Branca em comunicado.

Também o Conselho de Segurança da ONU condenou hoje "nos termos mais fortes" o que classificou como um "ataque terrorista bárbaro e cobarde" em São Petersburgo.

[Notícia atualizada às 9h30]

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