Batalha por Mossul "pode ser longa, não se trata de guerra-relâmpago"

O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, avisou hoje que a batalha para retomar a cidade iraquiana de Mossul aos 'jihadistas' do Estado Islâmico (EI) pode prolongar-se por meses.

© Reuters
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Pode ser uma longa batalha, não se trata de uma 'guerra-relâmpago'...", disse aos jornalistas em Paris um dia após o início da ofensiva. "É uma cidade de 1,5 milhões de habitantes, é portanto um caso de longa duração, diversas semanas, talvez meses", assinalou.

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O ministro insistiu na importância para a coligação internacional, designadamente a França, em apoiar as forças iraquianas para a retoma do bastião 'jihadista'.

"É o núcleo do nosso inimigo. Foi a partir de Mossul e de Raqa (na Síria) que fomentaram os atentados de que fomos vítimas, e que se fomentam outras ações", disse.

"Assim, é preciso atingir no coração. É o que vão fazer os iraquianos com o apoio da coligação", reforçou.

A ofensiva sobre Mossul, há muito aguardada, foi desencadeada na segunda-feira e envolve 30.000 homens na maior operação militar no Iraque desde a retirada das tropas norte-americanas em 2011.

Os militares norte-americanos, que lideram uma coligação que fornece apoio aéreo, também avisaram que a batalha será longa e difícil.

Na quinta-feira está agendado para Paris um encontro sobre o futuro de Mossul por iniciativa do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, enquanto os 13 ministros da Defesa da coligação, incluindo o norte-americano Ashton Carter, se reúnem na terça-feira seguinte, também na capital francesa, para avaliar os progressos na frente militar.

PCR // APN

Noticias Ao Minuto/Lusa

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