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EUA acusam 24 chineses de ajudarem cartel mexicano a lavar dinheiro

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou hoje que acusou 24 "banqueiros chineses que operam nas sombras" de ajudarem o poderoso cartel de droga mexicano de Sinaloa a branquear mais de 50 milhões de dólares.

EUA acusam 24 chineses de ajudarem cartel mexicano a lavar dinheiro
Notícias ao Minuto

06:35 - 19/06/24 por Lusa

Mundo EUA

Duas dezenas de pessoas estão a ser processadas por branqueamento de capitais e conspiração para distribuir cocaína e metanfetamina, de acordo com uma acusação emitida na Califórnia e divulgada num comunicado de imprensa do Departamento de Justiça, segundo a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

Após vários anos de investigação, os investigadores "descobriram uma parceria entre membros do cartel de Sinaloa e uma organização criminosa chinesa que operava na China e em Los Angeles para branquear o dinheiro da droga", disse Anne Milgram, diretora da Agência Antidroga dos EUA (DEA), segundo o comunicado.

Os "banqueiros-sombra" chineses ajudaram o cartel mexicano a transferir para o México os lucros do tráfico de droga nos Estados Unidos.

"Os traficantes de droga estão cada vez mais a estabelecer relações com casas de câmbio clandestinas para tirar partido do enorme apetite da China por dólares americanos", explicou a DEA.

Vinte arguidos deverão comparecer perante um tribunal de Los Angeles nas próximas semanas, e duas pessoas foram detidas na China e no México no âmbito deste caso.

De acordo com Liz Sherwood Randall, conselheira do Departamento de Segurança Interna, as ações da China estão em linha com os "compromissos assumidos" pelo Presidente dos EUA, Joe Biden, e pelo seu homólogo chinês, Xi Jinping, em novembro de 2023, para "retomar a cooperação bilateral para combater o fabrico e o tráfico global de drogas ilícitas".

O Ministério da Justiça afirmou que durante a investigação foram apreendidos cinco milhões de dólares em estupefacientes, 137 kg de cocaína, 92 kg de metanfetaminas e 3.000 comprimidos de ecstasy.

O cartel de Sinaloa é o principal responsável pela distribuição maciça de fentanil, um perigoso opiáceo sintético, nos Estados Unidos, e pela violência associada ao tráfico em ambos os lados da fronteira, conclui a AFP.

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