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Alemanha retomará cooperação com UNRWA após atestada a sua neutralidade

A Alemanha indicou hoje que seguirá o exemplo de vários outros países e retomará a cooperação com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) em Gaza, após divulgado um relatório independente atestando a sua neutralidade.

Alemanha retomará cooperação com UNRWA após atestada a sua neutralidade
Notícias ao Minuto

21:13 - 24/04/24 por Lusa

Mundo Médio Oriente

Os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Ajuda ao Desenvolvimento alemães declararam hoje, num comunicado conjunto, que as recomendações do relatório "devem agora ser rapidamente executadas".

Entre essas recomendações, incluem-se uma supervisão mais rigorosa da direção da UNRWA e um maior envolvimento internacional no apoio à agência, à medida que esta se confrontar com problemas de neutralidade.

"Neste contexto, e acompanhando estas reformas, o Governo alemão irá em breve continuar a cooperar com a UNRWA na Faixa de Gaza, como já fizeram, por exemplo, a Austrália, o Canadá, a Suécia e o Japão", lê-se no comunicado.

A Alemanha, firme aliada de Israel, indicou ainda que debaterá com os seus "parceiros internacionais mais próximos" sobre o pagamento de mais fundos.

O presidente da Liga Árabe saudou o relatório, afirmando que este demonstra que as acusações de Israel eram infundadas e faziam parte de uma "campanha sistemática" destinada a pôr termo ao mandato da agência na Faixa de Gaza.

Israel sustentou que centenas de trabalhadores da UNRWA são membros de grupos militantes palestinianos e considerou que o relatório subestimou o problema.

As suas alegações levaram à suspensão das contribuições para a UNRWA dos Estados Unidos e de mais de uma dúzia de outros países, numa altura de grave crise humanitária em Gaza, devastada por mais de seis meses de guerra de Israel contra o movimento islamita palestiniano Hamas.

A 07 de outubro do ano passado, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de proporções sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.163 mortos, na maioria civis, e 250 reféns, cerca de 130 dos quais permanecem em cativeiro e 34 terão entretanto morrido, segundo o mais recente balanço das autoridades israelitas.

Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que hoje entrou no 201.º dia, continuando a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, e fez até agora na Faixa de Gaza mais de 34.000 mortos, mais de 76.200 feridos e milhares de desaparecidos presumivelmente soterrados nos escombros, na maioria civis, de acordo com números atualizados das autoridades locais.

O conflito fez também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa "situação de fome catastrófica" que está a fazer vítimas - "o número mais elevado alguma vez registado" pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Leia Também: "Sanções não dissuadem". Borrell defende via diplomática no Médio Oriente

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