Este contingente, formado por migrantes da Venezuela, Honduras, Equador, El Salvador, Haiti e Guatemala, saiu de Tapachula, na fronteira entre o México e a Guatemala, tendo como primeiro destino Arriaga, no estado de Chiapas, onde espera juntar-se com mais pessoas.
Alguns migrantes têm documentos legais emitidos pelo Instituto Nacional de Migração (INM), embora tenham apenas permissão para permanecer em Chiapas, enquanto outros viajam irregularmente.
Um dos elementos é Dany González, que deixou a Venezuela em 14 de fevereiro para trabalhar nos Estados Unidos, para enviar dinheiro para a esposa e filha.
"Sou professor de literatura na Venezuela, ganhava sete dólares por mês que davam para comprar sete quilos de arroz por mês ", explicou à agência Efe.
Dany González contou que na Nicarágua a polícia daquele país tentou detê-los, onde sofreu um acidente junto com um grupo de pessoas com quem viajava e machucou o tornozelo.
Esta caravana avança lentamente para o município de Huixtla, a cerca de 45 quilómetros de Tapachula, onde as autoridades do INM deram indicações para regressarem a Tapachula para obter um documento para estar legalmente em Chiapas.
Os migrantes partiram apesar das novas restrições à imigração dos Estados Unidos, que anunciaram a receção mensal de 30 mil cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos através de um pedido especial, mas alertaram para a deportação imediata para o México dos restantes imigrantes que chegam por terra.
A região vive um fluxo migratório recorde, com 2,76 milhões de imigrantes sem documentos detidos na fronteira EUA-México no ano fiscal de 2022.
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