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Azerbaijão suspende reunião com Arménia após recusar mediação de Macron

O Presidente azeri, Ilham Aliev, declarou hoje que a reunião agendada para 7 de dezembro em Bruxelas com o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, foi suspensa após recusar a presença do Presidente francês, Emmanuel Macron, conforme solicitado pela parte arménia.

Azerbaijão suspende reunião com Arménia após recusar mediação de Macron
Notícias ao Minuto

16:46 - 25/11/22 por Lusa

Mundo Azerbaijão

"A reunião em Bruxelas deveria acontecer a 7 de dezembro. Mas ontem [quinta-feira], [o conselheiro presidencial para os Negócios Estrangeiros] Hikmet Hajiyev informou-me que o gabinete de [o presidente do Conselho Europeu, Charles] Michel disse que o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan, aceitava a reunião na condição de que o Presidente francês, Macron, comparecesse", explicou o chefe de Estado do Azerbaijão em declarações ao portal de notícias local, Haqqin.

O Azerbaijão acusa a França de adotar uma postura pró-arménia no conflito em Nagorno-Karabakh.

Em outubro, Macron acusou o Azerbaijão de ter "iniciado uma guerra terrível e brutal" contra a Arménia, o que provocou forte desagrado em Bacu.

Aliev criticou também o facto de o Presidente francês ter "tentado atacar" o Azerbaijão durante a Cimeira da Francofonia, que decorreu no passado fim d semana, em Tunes, com um projeto de resolução "cheio de insinuações e acusações".

"Levando tudo isso em consideração, é claro que a França não pode participar nas negociações de paz", disse Aliev, que anunciou que Bacu considerará "outras alternativas".

"Vamos ver quem vai assumir o papel de mediador e em que plataforma vai decorrer", acrescentou durante um fórum na capital, noticiado pela agência oficial de notícias azeri Azertac.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros arménio rejeitou qualquer ideia de que está a tentar condicionar as negociações e pediu que as conversações de Bruxelas se mantenham no formato de uma reunião a quatro, envolvendo os líderes da Arménia, Azerbaijão, França e ainda Charles Michel, tal como aconteceu em Praga em outubro.

Ainda na resposta a Bacu, as autoridades de Erevan lembraram que o formato das próximas reuniões foi acordado por todas as partes em Praga, pelo que "é lógico" que a composição dos participantes seja a mesma, explicou o porta-voz da diplomacia arménia, Vahan Hunanyan.

Os dois países se envolveram em vários confrontos nos últimos anos pelo controle de Nagorno-Karabakh, território de maioria arménia que tem sido foco de conflito desde que decidiu se separar em 1988 da região do Azerbaijão integrada à União Soviética.

A Arménia e o Azerbaijão acordaram um cessar-fogo a 15 de setembro e, no início de outubro, concordaram em comprometer-se com a Carta das nações Unidas e com a Declaração de Alma Ata de 1991, pela qual ambos os países reconhecem a integridade territorial e a soberania um do outro.

Depois disso, Pashinian sublinhou no Parlamento que espera que o tratado de paz com o Azerbaijão seja assinado antes do final do ano.

"Todas as declarações do lado azeri que acusam a arménia de tentar condicionar a reunião e o processo de paz não têm nada a ver com a realidade. A Arménia está pronta para a reunião de 7 de dezembro, segundo o acordo e formato alcançado em Praga", insistiu Vahan Hunanyan à agência noticiosa local Armenpress.

Leia Também: Azerbaijão. Arménia critica aliança militar liderada por Moscovo

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