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Kirchner volta a pedir afastamento da juíza que investiga ataque

A defesa da vice-Presidente da Argentina solicitou hoje num tribunal de apelações que a juíza María Eugenia Capuchetti seja afastada do caso que investiga o atentado frustrado contra Cristina Kirchner, ocorrido em setembro.

Kirchner volta a pedir afastamento da juíza que investiga ataque

Os advogados de Cristina Fernández de Kirchner já tinham pedido o afastamento de Capuchetti em 14 de novembro, argumentando que a juíza "não é nem objetiva nem subjetivamente imparcial" na investigação à tentativa de assassinato que a vice-Presidente argentina foi alvo junto a sua casa em Buenos Aires.

O primeiro pedido foi rejeitado e a defesa da também ex-Presidente (2007-2015) recorreu para um tribunal de apelações.

Os advogados da vice-Presidente questionam, entre outros detalhes, o porquê de ter sido apagado o conteúdo do telemóvel de Fernando Sabag Montiel, o homem preso minutos depois de apontar uma arma à cabeça de Kirchner, que não disparou.

Também criticam que a juíza não tenha investigado o suficiente as alegadas ligações entre os três detidos neste caso e Gerardo Milman, deputado do partido de oposição Proposta Republicana (Pro), que esteve a liderar os serviços de inteligência durante o mandato de Patrícia Bullrich, atual presidente do Pro , como ministra da Defesa do Governo de Mauricio Macri (2015-2019).

"Se continuarmos a investigar, chegaremos ao Pro", sublinhou hoje José Manuel Ubeira, um dos advogados de Kirchner, em declarações à porta do tribunal.

O advogado apontou ainda que foram encontradas mensagens de outro dos detidos no processo, Gabriel Carrizo, que levam a defesa da vice-Presidente a pedor que este seja acusado como "coautor" do crime de tentativa de homicídio qualificado.

"Acabamos de tentar matar a Cristina", "a arma é minha, amigo" ou "queria disparar", são algumas das mensagens enviadas do telemóvel de Carrizo na noite do ataque, segundo o documento apresentado esta terça-feira perante o tribunal pelos advogados de Kirchner.

A vice-Presidente sofreu um atentado enquanto decorriam manifestações à porta de sua casa, que começaram após um procurador ter pedido, em 21 de agosto, que Kirchner cumprisse 12 anos de prisão por alegada corrupção nos dois períodos em que foi Presidente.

Fernández é acusada de ter cometido crimes de associação ilícita e administração fraudulenta de fundos públicos, por alegadas irregularidades na concessão de 51 obras públicas a organizações do empresário Lázaro Báez, durante o seu mandato e o de seu marido, o falecido Néstor Kirchner (2003- 2007), na província de Santa Cruz.

Para Cristina Kirchner, esta alegada "associação ilícita não tem 'pés nem cabeça', mas fundamentalmente é profundamente inconstitucional, profundamente anti-republicana e profundamente antifederal".

Leia Também: 'Vice' argentina quer julgado mais um "coautor" de ataque de que foi alvo

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