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ONU pede calma e que se evite a violência após revolta no Burkina Faso

A ONU pediu esta sexta-feira "calma" e que se evite o escalar da violência no Burkina Faso, país marcado por uma revolta de soldados que retiraram a junta militar no poder, oito meses depois de ter chegado ao poder.

ONU pede calma e que se evite a violência após revolta no Burkina Faso

"As Nações Unidas pedem calma e o evitar de mais violência. Burkina Faso precisa de paz, precisa de estabilidade e precisa de unidade para combater grupos terroristas e redes criminosas que operam em zonas do país", sublinhou o porta-voz deste organismo, Stéphane Dujarric, durante a conferência de imprensa diária.

Dujarric salientou que o secretário-geral, António Guterres, está a acompanhar de perto os últimos desenvolvimentos e sublinhou que a ONU continua empenhada no objetivo de que o Burkina Faso recupere rapidamente a ordem constitucional.

Esta sexta-feira, um grupo de soldados liderados pelo capitão do Exército Ibrahim Traoré realizou um golpe e derrubou a junta militar que governava o país desde agosto, chefiada pelo tenente-coronel Paul Henri Damiba.

Numa mensagem dirigida à nação na televisão estatal, os golpistas anunciaram a dissolução do governo de transição, o encerramento das fronteiras e a suspensão da Constituição.

Os militares ocuparam várias áreas estratégicas da capital Ouagadougou na manhã de quinta-feira, onde fecharam escolas, bancos e empresas.

No centro da capital, a agência Efe viu cidadãos a aplaudirem os soldados que vigiavam algumas ruas da cidade, pedindo aos militares rebeldes a retirada do presidente da junta militar que governa o país, Paul-Henri Sandaogo Damiba.

Também foram ouvidas explosões na manhã de sexta-feira no quartel-general de Baba Sy, onde o golpe liderado pelo atual presidente de transição começou em 24 de janeiro, e que mais tarde deu lugar ao som de tiros esporádicos.

A situação atual desenrolou-se após uma caravana com mantimentos, escoltado pelo Exército do Burkina Faso, ter sido atacado por terroristas em 26 de setembro, perto da cidade de Gaskindé, no norte.

O balanço provisório oficial apontava para 11 mortos, 28 feridos, entre soldados, voluntários que apoiam as Forças Armadas e civis e cerca de 50 civis desaparedicos.

O Burkina Faso tem sofrido ataques de extremistas islâmicos frequentes desde abril de 2015, cometidos por grupos ligados tanto à Al-Qaida como ao grupo Estado Islâmico, cujas ações afetam 10 das 13 regiões do país, especialmente no norte.

A insegurança fez com que o número de pessoas deslocadas internamente no Burkina Faso subisse para quase dois milhões, de acordo com números governamentais.

Em novembro de 2021, um ataque a um posto de 'gendarmerie' causou 53 mortes (49 'gendarmes' e quatro civis), o que levou a uma agitação social generalizada que resultou em fortes protestos exigindo a demissão do Presidente Roch Marc Christian Kaboré.

Alguns meses mais tarde, em 24 de janeiro, os militares liderados por Damiba tomaram o poder num golpe de Estado - o quarto na África Ocidental desde agosto de 2020 - e depuseram o Presidente.

Leia Também: Revolta militar lança Burkina Faso na incerteza oito meses após golpe

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