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EUA abatem drone no Curdistão suspeito de vigiar forças norte-americanas

Os Estados Unidos abateram na quarta-feira um drone iraniano que se dirigia para Erbil, capital da região autónoma do Curdistão, no Iraque, por suspeitar de que estava de que estava a vigiar as suas forças na região.

EUA abatem drone no Curdistão suspeito de vigiar forças norte-americanas
Notícias ao Minuto

06:52 - 29/09/22 por Lusa

Mundo Irão

O porta-voz do Comando Central (CENTCOM) das Forças Armadas dos EUA, Joe Buccino, avançou, em comunicado hoje divulgado, que as suas tropas intercetaram o drone iraniano, do tipo Mojer-6, por volta das 14:10 (12:10 em Lisboa).

O incidente aconteceu pouco depois de o Irão ter bombardeado uma região do Curdistão iraquiano, contra partidos da oposição que alegadamente têm apoiado dos últimos dias contra o uso rígido do véu islâmico, e no qual nove pessoas morreram e 32 ficaram feridas.

A Guarda Revolucionária do Irão confirmou, pouco depois do ataque, que tinha bombardeado "grupos terroristas" no norte do Iraque pelo quinto dia consecutivo.

O porta-voz do CENTCOM condenou esta agressão, que, alertou, ameaça os civis e a estabilidade da região, e confirmou que não houve vítimas norte-americanas ou danos ao seu equipamento militar.

Buccino ressaltou que os EUA estão a avaliar a situação atual com os seus aliados no Iraque e lembrou que as forças norte-americanas estão na região a convite do Governo iraquiano para aconselhar, ajudar e tornar duradoura a derrota do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, avisou, entretanto, que o seu país continuará a impor sanções ao Irão contra "as atividades desestabilizadoras" da República Islâmica no Médio Oriente.

As autoridades do Curdistão iraquiano expressaram "surpresa" pelo bombardeamento iraniano, enquanto o Governo de Bagdade garantiu que vai tomar medidas ao mais alto nível diplomático para que este tipo de ação não se repita.

Estes ataques acontecem num momento em que os protestos no Irão contra os protestos que se repetem há 12 noites devido à morte de uma mulher de origem curda, Mahsa Amini, detida pela chamada polícia de costumes alegadamente por usar o véu de forma errada.

As autoridades iranianas insistem que os protestos são incitados pelo "inimigo estrangeiro" com a intervenção de embaixadas e serviços secretos de outros países.

Leia Também: Reino Unido e Alemanha condenam ataque "inaceitável" do Irão

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