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Itália. Partido Democrata perde um aliado centrista

O pequeno partido centrista italiano Azione (Ação) rompeu hoje a aliança forjada alguns dias antes com o Partido Democrata (PD, centro-esquerda) para as legislativas antecipadas de 25 de setembro, nas quais o bloco direita-extrema-direita surge como favorito.

Itália. Partido Democrata perde um aliado centrista
Notícias ao Minuto

19:39 - 07/08/22 por Lusa

Mundo Itália

"Não desejo prosseguir a aliança com o PD. Disse-o há pouco a Enrico Letta (secretário do PD). Ele sabia ontem (sábado) o que aconteceria, eu avisei-o", declarou hoje Carlo Calenda, líder do Ação, ao canal televisivo RAI 3.

A aliança acabada de selar na passada terça-feira fracassou depois de o PD ter anunciado no sábado um acordo eleitoral com os ecologistas da Europa Verde (EV, liderada por Angelo Bonelli) e com a Esquerda Italiana (SI, dirigida por Nicola Fratoianni).

Ao acordo de terça-feira "juntaram-se figuras que os italianos já não querem ver", criticou Calenda, de 49 anos, ex-ministro da Indústria e eurodeputado.

A sua decisão foi lamentada pelo PD: "Parece que o único aliado possível para Calenda é [o próprio] Calenda. Estamos a avançar no interesse de Itália", reagiu Enrico Letta na rede social Twitter.

Na quarta-feira passada, tinha sido adiada uma reunião entre Fratoianni e Bonelli com Enrico Letta, sobre uma possível aliança para as eleições de 25 de setembro, pedida por aqueles dois dirigentes para avaliar se ainda era viável uma aliança para as legislativas antecipadas em Itália, depois de Letta ter assinado na terça-feira um acordo com o partido centrista Azione, de Calenda.

Calenda disse, na altura, que um futuro Governo de centro-esquerda deveria prosseguir as políticas adotadas pelo demissionário executivo do primeiro-ministro Mario Draghi e exigiu também que nem Fratoianni nem Bonelli fossem candidatos pela coligação a lugares eleitos pelos círculos uninominais.

A esquerda está sob pressão desde o desmoronamento, no mês passado, da coligação de unidade nacional do primeiro-ministro Mario Draghi, que desencadeou uma campanha eleitoral para as legislativas rapidamente dominada pela direita.

Os Irmãos de Itália, formação nacionalista e eurocética, liderados por Giorgia Meloni, estão há várias semanas no topo das sondagens, com cerca de 24% das intenções de voto.

Aos seus aliados, Força Itália (do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi) e Liga (anti-imigração, dirigida pelo ex-primeiro-ministro Matteo Salvini), são respetivamente atribuídas pelas sondagens 7% e 12% das intenções de voto.

Por seu lado, o PD oscila em torno de 23% das intenções de voto, tornando indispensável a criação de alianças para se manter na corrida eleitoral.

De acordo com uma sondagem do instituto Swg, o Azione e o pequeno partido +Europa, ao qual o PD se associou, obteriam um somatório de cerca de 6% dos votos.

O escrutínio de 25 de setembro ocorre num momento em que Itália, fortemente endividada, está a braços com uma inflação galopante e preocupada com o seu abastecimento energético devido à guerra na Ucrânia (em curso desde 24 de fevereiro).

Leia Também: Itália: Dinâmica entre Letta e Meloni intensificou-se no último mês

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