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ONU diz que precisa do "apoio" e "cooperação" das autoridades do Mali

O líder da Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma), El-Ghassim Wane, disse hoje que precisa do "apoio" e "cooperação" das autoridades militares para cumprir o seu mandato, alguns dias após a sua renovação.

ONU diz que precisa do "apoio" e "cooperação" das autoridades do Mali
Notícias ao Minuto

17:24 - 07/07/22 por Lusa

Mundo Mali

"O nosso trabalho no Mali só pode ser realizado com o apoio e cooperação das autoridades malianas", afirmou Wane, numa conferência de imprensa em Bamaco, pedindo "diálogo constante" para superar "mal-entendidos".

O mandato da Minusma, presente no Mali desde 2013 com cerca de 13.000 soldados, foi renovado por um ano em 29 de junho, mas com a "firme oposição" do Mali à liberdade de circulação dos 'capacetes azuis' para investigações relacionadas com os direitos humanos.

O embaixador do Mali na ONU, Issa Konfourou, declarou que Bamaco "não pretende executar" as disposições ligadas à livre circulação de 'capacetes azuis' para investigações, sem que haja luz verde prévia. "Os movimentos da Minusma (podem) ser feitos apenas com o acordo das autoridades", afirmou.

Este obstáculo à liberdade de circulação dos 'capacetes azuis' data de janeiro, dizem os diplomatas, período que coincidiu com o destacamento no Mali de paramilitares da empresa privada russa Wagner.

Hoje, Wane reconheceu que a Minusma "não conseguiu ter acesso" nos últimos meses a várias localidades no centro e norte do Mali, palcos de abusos contra civis.

Em Moura (centro), onde terá ocorrido, entre 27 e 31 de março, um massacre de várias centenas de civis por soldados malianos ajudados por combatentes estrangeiros, segundo as organizações não-governamentais (ONG), a Minusma "não tinha as autorizações necessárias", disse.

"Tomámos as medidas necessárias para poder realizar essas investigações remotamente", sublinhou Wane, assegurando que a ONU "continuará a trabalhar o mais próximo possível das autoridades malianas".

"Espero que consigamos encontrar o 'modus vivendi' que nos permita cumprir [a implementação] do mandato", acrescentou.

Noutras partes do Mali, Wane admitiu a impossibilidade, por razões de segurança, da missão de se deslocar a locais onde ocorreram abusos para realizar investigações, como a Ménaka (nordeste), na zona de Anderamboukane, onde "centenas de civis" foram mortos em março e abril, de acordo com um relatório recente da ONU.

"É simplesmente impossível para nós ter acesso", frisou.

Leia Também: Dois 'capacetes azuis' morrem em explosão de mina no norte do Mali

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