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Equador. Acordo mediado pela igreja põe termo a 18 dias de greves

O governo do Equador e o principal grupo indígena do país chegaram hoje a acordo para por termo a 18 dias de greves, muitas vezes violentas, que praticamente paralisaram o país e em que morreram pelo menos quatro pessoas.

Equador. Acordo mediado pela igreja põe termo a 18 dias de greves
Notícias ao Minuto

22:48 - 30/06/22 por Lusa

Mundo Equador

O acordo, que inclui a redução do preço do combustível e outras concessões, foi assinado pelo ministro do Governo Francisco Jiménez, pelo líder indígena Leonidas Iza e pelo chefe da Conferência Episcopal, monsenhor Luis Cabrera, na qualidade de mediador.

O acordo estabelece que os preços da gasolina diminuirão 15 cêntimos de dólar para 2,40 dólares por galão (2,22 euros por 3,79 litros) e os preços do gasóleo também cairão na mesma quantia, de 1,90 dólares por galão para 1,75 dólares por galão.

Outras concessões são os limites estabelecidos para a expansão das áreas de exploração de petróleo e proíbe a atividade de mineração em áreas protegidas, parques nacionais e fontes de água.

O governo tem agora 90 dias para entregar soluções às exigências dos grupos indígenas.

"A paz social só poderá ser alcançada, espero que em breve, através do diálogo com atenção especial às comunidades marginalizadas, mas sempre respeitando os direitos de todos", disse Cabrera.

O prelado alertou ainda que "se as políticas estatais não resolverem o problema dos pobres, então o povo se levantará".

"Sabemos que temos um país com muitas divisões, muitos problemas, com injustiças não resolvidas, com importantes setores da população ainda marginalizados", disse Jiménez.

Os dois lados iniciaram negociações na segunda-feira e um acordo parecia estar ao alcance até que um ataque alegadamente realizado por indígenas contra uma coluna de combustível matou um oficial militar e deixou outros 12 feridos, levando o governo a abandonar as negociações.

As autoridades atribuíram diretamente quatro mortes à greve de 18 dias.

A Confederação das Nacionalidades Indígenas lançou em 13 de junho uma greve nacional por tempo indeterminado para exigir a redução do preço dos combustíveis e o aumento do orçamento de saúde e educação, além de controlos de preços de certos bens, entre outras exigências.

Face à crescente escassez de alimentos e combustíveis e perdas de milhões para agricultores e líderes empresariais, os dois lados concordaram em iniciar negociações.

Os protestos foram caracterizados por bloqueios rigorosos nas estradas que impediram o transporte de alimentos, combustível e até ambulâncias.

O resultado foi o forte aumento no preço dos alimentos que conseguiram chegar às cidades, principalmente no norte andino, que tem sido uma das áreas mais afetadas pela greve.

Leia Também: Presidente do Equador rompe diálogo com os líderes indígenas

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