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"Certamente não conseguiremos retirar todos os cereais" da Ucrânia

Declarações proferidas por Annalena Baerbock, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, à chegada a uma reunião com os seus homólogos da União Europeia, no Luxemburgo.

"Certamente não conseguiremos retirar todos os cereais" da Ucrânia

A ministra alemã dos Negócios Estrangeiros disse, esta segunda-feira, que o país apoia a Polónia e a Roménia na adaptação dos seus caminhos-de-ferro para permitir a exportação de milhões de toneladas de cereais que ficaram presos na Ucrânia, devido ao bloqueio marítimo imposto pela Rússia. 

"Os caminhos-de-ferro precisam de ser modernizados, precisamos dos vagões de carga certos - o governo alemão está a trabalhar neste sentido com muitos outros atores", explicou Annalena Baerbock, em declarações proferidas à chegada a uma reunião com os seus homólogos da União Europeia, que vai decorrer no Luxemburgo.

"É evidente que, no final, não conseguiremos certamente retirar todos os cereais, mas se conseguirmos apenas exportar parte deles, através de várias rotas, então isso ajudará, uma vez que estamos a enfrentar este desafio global", apontou a governante, citada pela Reuters.

As declarações foram proferidas depois do chefe da política externa da União Europeia, Josep Borrell, ter dito que o bloqueio imposto pela Rússia à exportação de milhões de toneladas de cereais ucranianos é um "verdadeiro crime de guerra". "Exortamos a Rússia a desbloquear os portos. É inconcebível, não se pode imaginar que milhões de toneladas de trigo permaneçam presas na Ucrânia enquanto, no resto do mundo, as pessoas passam fome", acrescentou ainda o diplomata.

Recorde-se que a Ucrânia é um dos principais fornecedores de trigo a nível mundial, embora os seus carregamentos de cereais tenham estagnado e mais de 20 milhões de toneladas tenham ficado retidas em silos desde que a Rússia invadiu o país e bloqueou os seus portos.

Com o bloqueio do Mar Negro aos navios ucranianos, a Rússia está a impedir as exportações a partir dos portos da Ucrânia, o que está a provocar receios de uma crise alimentar global.

Por essa mesma razão, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia irão discutir, numa reunião a decorrer no Luxemburgo esta segunda-feira, formas de libertar os milhões de toneladas de cereais que estão atualmente retidos na Ucrânia.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que suscitou a condenação de grande parte da comunidade internacional - a qual respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções coordenadas à Rússia.

Leia Também: Quem acolher ucranianos nas Ilhas Baleares receberá pelo menos 200 euros

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