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Putin reforça serviços secretos com nomeação de ministro de Emergências

O Presidente russo, Vladimir Putin, reforçou hoje os serviços secretos da Rússia com a nomeação do general Alexandr Kurenkov como novo ministro para Situações de Emergência.

Putin reforça serviços secretos com nomeação de ministro de Emergências

O Senado aprovou na véspera a nomeação de Kurenkov, que iniciou carreira no Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

O major-general, de 49 anos, também exerceu funções no Serviço Federal de Proteção (FSO), onde era responsável pela segurança dos altos funcionários.

Nos últimos anos serviu como chefe adjunto da Guarda Nacional, um dos principais braços da repressão da oposição e da dissidência do país.

Kurenkov vem substituir Aleksandr Chupriyan, que era chefe interino da pasta desde setembro de 2021 com a morte do então ministro, Yevgeny Zinichev.

Segundo diferentes media, desde o início da "operação militar especial" da Rússia na Ucrânia, que Putin se rodeia de um círculo de conselheiros cada vez mais pequeno e constituído por "falcões" como o Secretário do Conselho da Segurança russo, Nikolai Patrushev.

Patrushev garantiu à imprensa local que o exército russo está determinado em pôr fim, de uma vez por todas, ao "nazismo" na Ucrânia, mas descartou a ideia de que Moscovo tem prazos específicos estabelecidos para alcançar os seus objetivos.

Segundo relatos da imprensa, as forças de segurança estão descontentes com o lento avanço do exército russo em território ucraniano, onde tem sido incapaz de quebrar a resistência das tropas ucranianas, especialmente em Donbas.

Entretanto, os apoiantes do cessar-fogo, especialmente os empresários russos, criticam tanto a falta de previsão do Kremlin sobre o impacto da campanha militar, como a ausência de um plano de saída que minimizasse o custo económico das sanções.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: Putin reconhece dificuldades e aumenta salário mínimo e pensões em 10%

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