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Senegal aceita enviar quadros da Frontex para combater migração irregular

O Senegal vai aceitar a oferta da UE em enviar para o país africano quadros da Agência Europeia de Proteção de Fronteiras (Frontex), feita recentemente pela comissária europeia Ylva Johanson, disse hoje à agência Lusa a embaixadora do Senegal.

Senegal aceita enviar quadros da Frontex para combater migração irregular
Notícias ao Minuto

10:50 - 15/02/22 por Lusa

Mundo Cimeira

Fatoumata Binetou Rassoul Correa, que falava em entrevista à agência Lusa, referia-se à oferta que a comissária europeia para os Assuntos Internos, fez em Dacar na passada sexta-feira.

Ylva Johansson justificou o envio da Frontex com a necessidade de ajudar a combater o tráfico de migrantes, após o aumento de travessias perigosas para as Ilhas Canárias.

A disponibilidade foi feita durante uma conferência de imprensa em Dacar, em que Ylva Johansson disse que, a ser aceite tal disposição, seria a primeira vez que a Frontex iria operar fora da Europa.

Caso o governo senegalês concorde, a UE poderá enviar equipamentos de vigilância, como 'drones' [aparelhos aéreos não tripulados] e navios, bem como quadros da Frontex, acrescentou a comissária europeia para os Assuntos Internos.

"Penso que a resposta será positiva porque temos muito a ganhar também, porque estamos a perder muitos dos nossos jovens no oceano ou na travessia do Mediterrâneo. Portanto, acho que a resposta de Dacar será positiva em relação a essa colaboração, com a Frontex, para gerir a migração irregular", disse a embaixadora do Senegal em Lisboa.

A questão da migração irregular será um dos temas que chefe de Estado do Senegal e presidente em exercício da União Africana, Macky Sall, levará à cimeira UE-África, marcada para os próximos dias 17 e 18 em Bruxelas.

"Creio que a União Africana espera que os créditos que são atribuídos à África sejam utilizados em setores que permitam limitar a migração. Eles não fizeram uma declaração citando a migração pelo nome, mas o facto de falar em investimento na formação dos jovens, no emprego juvenil, na agricultura, portanto setores que em geral utilizam muita mão de obra é uma forma de limitar a migração irregular. Na minha opinião", considerou.

A paz e a segurança é outro dos temas que Macky Sall abordará na cimeira em Bruxelas.

"Considero que o tema da paz e da segurança é também uma das prioridades da presidência (da União Africana) do Presidente Macky Sall. Ele falou da necessidade de se falar de democracia e instabilidade institucional. Obviamente, quando falamos de instabilidade institucional, tem a ver com esses golpes de Estado que ocorreram. E isso é muito importante, porque são situações que tendem a fazer a África retroceder", vincou.

No espaço de 12 meses quatro países -- Mali, Guiné-Conacri, Sudão e Burkina Faso -, foram suspensos da União Africana devido aos golpes de Estado de que foram palco.

"Tivemos muitos problemas com a pandemia. Estamos a falar de resiliência e de renascimento das economias (africanas). Não é com golpes de Estado, com guerras e conflitos que conseguiremos avançar", salientou.

Todavia, "deve-se compreender que ao alto nível da União Africana todas as decisões são tomadas por consenso", acrescentou a embaixadora do Senegal.

"Então, qualquer que seja a posição do Presidente senegalês, será uma questão para colocar na mesa e discutir com todos os parceiros dos países membros para se encontrar uma solução", que constitui "uma questão bastante crítica. Difícil de gerir, mas é uma das prioridades do Presidente Macky Sall", assegurou.

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