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Diretor-geral da AIEA "preocupado" com falta de respostas do Irão

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, mostrou-se hoje "preocupado" por não se ter ainda reunido com altos dirigentes iranianos, tal como estava previsto no acordo assinado com Teerão a 12 de setembro.

Diretor-geral da AIEA "preocupado" com falta de respostas do Irão
Notícias ao Minuto

17:25 - 19/10/21 por Lusa

Mundo Nuclear

O organismo de vigilância nuclear da ONU negociou em setembro com o Irão um novo compromisso para a fiscalização do programa nuclear iraniano, despertando a esperança de uma retoma iminente das negociações em Viena, suspensas desde a eleição em junho do novo Presidente iraniano, para salvar o acordo concluído em 2015. 

"Concordamos que eu deveria regressar [a Teerão]) para uma troca de opiniões políticas porque as minhas discussões, antes, eram puramente técnicas", lembrou Grossi aos jornalistas em Washington. 

"O encontro de alto nível ainda não se realizou. Espero que ocorra em breve", afirmou Grossi, que sublinhou desconhecer com que autoridades iranianas irá reunir-se, salientando que cabe aos iranianos decidir, e acrescentou: "Pode ser o Presidente ou o ministro dos Negócios Estrangeiros, não sei". 

O diretor-geral da AIEA lamentou também que os inspetores da ONU ainda não tenham tido acesso a uma fábrica de componentes para centrifugadoras no complexo de Tesa, em Karaj, próximo de Teerão, tal como está igualmente previsto do compromisso assinado a 12 de setembro.

"Temos um problema porque as câmaras [de vigilância] foram afetadas por um ato de sabotagem. É óbvio que algo aconteceu e que foram atingidas", afirmou Grossi, salientando que a AIEA pretende substituí-las, algo que Teerão não aceitou até hoje.

No final de setembro, Grossi revelou que "todos os equipamentos, instalações e locais iranianos são essenciais para manter a continuidade" da missão de monitoramento da AIEA, que garante o cumprimento do acordo histórico concluído em 2015 entre o Irão e as grandes potências.

O texto oferecia a Teerão, antes da retirada unilateral dos Estados Unidos, decidida em 2018 pelo então Presidente Donald Trump, o levantamento de parte das sanções internacionais em troca de uma redução drástica do seu programa nuclear, colocado sob estrito controlo da ONU.

Leia Também: Deputado iraniano anuncia negociações em Bruxelas sobre acordo nuclear

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