Meteorologia

  • 27 OUTUBRO 2021
Tempo
14º
MIN 14º MÁX 25º

Edição

UE denuncia intimidação nas eleições russas. Kremlin elogia transparência

A União Europeia denunciou um "clima de intimidação" nas eleições russas e o Governo alemão pediu mesmo esclarecimentos sobre "irregularidades", mas o Kremlin descreveu o ato eleitoral como "transparente".

UE denuncia intimidação nas eleições russas. Kremlin elogia transparência

"O que vimos na corrida para estas eleições foi uma atmosfera de intimidação contra todas as vozes críticas independentes", disse Peter Stano, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, durante uma conferência de imprensa, lembrando que as eleições legislativas russas decorreram "sem observação internacional credível".

Também o Governo alemão demonstrou preocupação com a forma como decorreram as eleições na Rússia -- cujos resultados finais ainda não são conhecidos, mas cujas estimativas apontam para uma vitória folgada do partido Rússia Unida, que se encontra no poder -- pedindo para que "tudo fique claro".

"Há acusações de observadores eleitorais e de elementos russos da oposição que falam de irregularidades massivas, que devem ser levadas a sério", disse o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, lamentando não ter havido observação internacional das eleições.

Contudo, o Kremlin já veio saudar a "transparência e probidade" das eleições legislativas.

"Para o Presidente (Vladimir Putin) o mais importante foi, naturalmente, que as eleições tenham sido concorridas e que tenham decorrido com transparência e probidade", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, descrevendo como "positiva" a vitória com quase 50% dos votos do partido no poder.

Peskov acrescentou que o partido Rússia Unida tinha a tarefa de revalidar a sua liderança no Parlamento (Duma), onde os 450 lugares foram renovados, dizendo que esse objetivo foi "obviamente concretizado".

Com 95,15% dos votos apurados, o partido Rússia Unida, que está no poder, obteve 49,64% nas listas partidárias e 88,45% nos círculos eleitorais, o que lhe confere mais de 300 lugares na Duma (onde metade dos 450 mandatos foram escolhidos por listas partidárias e a outra por distritos eleitorais).

Com exceção do partido liberal Yabloko, a oposição ao Kremlin não pôde participar das eleições.

Na sua maioria, os candidatos da oposição não se puderam inscrever devido a vários obstáculos, desde alegações de extremismo até posse de bens no estrangeiro.

Além disso, houve alegações de fraude por parte dos comunistas, meios de comunicação independentes e organizações internacionais.

Múltiplas fotografias e vídeos veiculados nos 'media' e nas redes sociais apontam para irregularidades várias, como o preenchimento das urnas e o impedimento do trabalho dos observadores.

Até agora, o voto eletrónico em Moscovo, onde se registaram cerca de 2 milhões de eleitores, ainda não foi divulgado, enquanto nas outras seis regiões o resultado já é conhecido.

Os comunistas continuam a ser a segunda força na Duma - tendo até agora 19,20% dos votos, quatro pontos a mais do que em 2016 - seguidos pelo Partido Liberal Democrático (PLDR) do ultranacionalista Vladimir Zhirinovski (7,47%); os social-democratas Rússia Justa (7,42%) e o recém-criado partido Nova Gente (5,39%), um projeto que muitos olham como um projeto do Kremlin para dividir os votos de protesto.

Leia Também: Rússia Unida anuncia vitória nas legislativas. Maioria ainda por apurar

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório