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Candidato pró-democracia eleito para Comissão Eleitoral de Hong Kong

Um dos dois candidatos vistos como simpatizantes da oposição pró-democracia de Hong Kong, que se candidataram a integrar a Comissão Eleitoral da cidade no domingo, ganhou um lugar entre 1.500, noticiou hoje o South China Morning Post.

Candidato pró-democracia eleito para Comissão Eleitoral de Hong Kong

De acordo com o jornal de Hong Kong, o candidato Tik Chi-yuen ganhou o lugar com um pouco de sorte, uma vez que empatou com dois outros candidatos na votação, restando apenas dois lugares para serem atribuídos.

Os três tiveram de fazer sorteio, e Tik, 63 anos, ganhou um dos lugares disponíveis.

"Pelo menos ainda há algum espaço para nós", comentou o candidato eleito. "Não importa se há um ou dois de nós. Vale a pena participar, desde que possamos representar os pensamentos íntimos de alguns 'hongkongers' e as suas opiniões", afirmou.

"A afluência tem sido inesperadamente elevada, mas a lógica tradicional de que uma afluência elevada pode beneficiar os democratas não se aplica desta vez", disse Tik, um antigo membro do Partido Democrata que agora dirige o partido centrista Third Way.

A afluência às urnas foi de quase 90% dos 4.889 habitantes de Hong Kong que foram às urnas no domingo.

Todos os candidatos tiveram de passar por um processo de veto em agosto passado, um dos requisitos da controversa reforma eleitoral que Pequim impôs em março passado e que, de acordo com os setores pró-democracia, procura tornar mais difícil o acesso da oposição de Hong Kong ao poder.

Esta mesma lei significou que a Comissão Eleitoral foi alargada de 1.200 para 1.500 lugares, dos quais 364 foram eleitos este domingo por sufrágio restrito, uma vez que os restantes já estão ocupados por nomeação direta ou por votos em que não houve oposição.

As funções da Comissão Eleitoral são votar em candidatos previamente selecionados pelo Governo chinês para chefiar o executivo local, nomear candidatos para o Conselho Legislativo (o parlamento local), e selecionar até 40 membros para lugares na legislatura de 90 lugares, dos quais os habitantes de Hong Kong poderão eleger 20 por sufrágio direto.

As eleições para o Conselho Legislativo de Hong Kong, nas quais a Comissão Eleitoral reformada terá uma grande influência, estão agendadas para 19 de dezembro, enquanto as do chefe do executivo estão marcadas para 27 de março de 2022.

Várias vozes pró-democracia interpretaram a nova legislação aprovada pela legislatura chinesa em março passado como mais um passo na restrição das liberdades e direitos em Hong Kong, na sequência dos protestos que tomaram as ruas da antiga colónia britânica na segunda metade de 2019.

Leia Também: Hong Kong elege novo comité eleitoral "reservado aos patriotas"

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