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Presidente do Líbano apela à não politização de explosão esta madrugada

O Presidente do Líbano pediu hoje a que não se politize a explosão de um depósito de combustível que provocou 28 mortos e mais de 70 feridos no norte do país e instou a realização de uma investigação.

Presidente do Líbano apela à não politização de explosão esta madrugada
Notícias ao Minuto

18:44 - 15/08/21 por Lusa

Mundo Líbano

"O Presidente [Michel] Aoun pediu para não se politizar a tragédia ocorrida na (cidade) de Al Talil e utilizar o sangue dos mártires e as queimaduras dos feridos", refere um comunicado da presidência, que acrescentou que os serviços de segurança alertaram previamente sobre "atividades de grupos extremistas para criar o caos" na região setentrional do Líbano.

Pediu aos responsáveis de segurança que "se reúnam para se coordenarem e tirar conclusões" sobre o ocorrido na região de Akkar.

Por sua vez, o primeiro-ministro interino libanês, Hassan Diab, afirmou, num comunicado, que a explosão desta madrugada em Akkar "é como a explosão do porto de Beirute", uma tragéfia que há um ano causou a morte a mais de 200 pessoas e deixou metade da capital destruída.

"Deve realizar-se uma investigação transparente e rápida para identificar os proprietários deste depósito, quem o armazenou, os que beneficiaram dele e quem ajudou", disse o chefe do Governo libanês.

"Esta explosão é o resultado da corrupção, que se converteu em norma no país", considerou Diab.

De acordo com um comunicado do exército libanês, a explosão aconteceu cerca de 02:00 de domingo (24:00 em Lisboa) quando um "depósito explodiu dentro de um terreno dedicado ao armazenamento de cascalho na cidade de Al Talil, em Akkar", o que "provocou vários mortos entre civis e militares".

Este depósito tinha sido confiscado pelo Exército "para distribuir o seu conteúdo entre os cidadãos", acrescenta o documento.

Até ao momento, desconhece-se o que provocou a explosão, cujas causas estão a ser investigadas.

Este incidente acontece horas depois do Ministério do Interior libanês anunciar que iria enviar patrulhas para inspecionar os armazéns de combustível nas estações de serviço para garantir que estas não estejam a acumular perante a grave crise de escassez de combustível que o país atravessa.

No sábado, o Exército tinha anunciado a apreensão de milhares de litros de gasolina e diesel que os distribuidores estavam a armazenar em tanques em todo o país.

Estas intervenções acontecem depois do governador do Banco Central, Riad Salameh, ter afirmado que não podia continuar a apoiar a compra de combustível, tendo suspendido o subsídio no país.

Este anúncio agravou a escassez de combustível do país, afundando numa grave crise económica e piorando o fornecimento de energia elétrica à população, que depende em boa parte de geradores privados, devido à falta de energia elétrica.

Leia Também: Líbano. Ira e pânico após retirada de comparticipação dos combustíveis

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