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Líbano. Ira e pânico após retirada de comparticipação dos combustíveis

Manifestantes irados bloquearam hoje várias estradas por todo o Líbano, um dia após a decisão do Banco do Líbano (BDL) de retirar os subsídios aos combustíveis no país afetado por uma grave crise económica.

Líbano: Ira e pânico após retirada de comparticipação dos combustíveis - Beirute, 12 ago 2021 (Lusa) -- Manifestantes irados bloquearam hoje várias estradas por todo o Líbano, um dia após a decisão do Banco do Líbano (BDL) de retirar os subsídios aos combustíveis no país afetado por uma grave crise económica.

Notícias ao Minuto

15:14 - 12/08/21 por Lusa

Mundo Líbano

Desde o início da manhã, centenas de automobilistas formavam já filas junto a estações de serviço, na esperança de conseguirem encher os tanques das viaturas antes que os preços dos combustíveis aumentem mais.

Com falta de divisas estrangeiras, o país retirou gradualmente as comparticipações do Estado a vários produtos básicos nas últimas semanas, fazendo subir os preços dos combustíveis e dos medicamentos.

Na quarta-feira à noite, o BDL divulgou um comunicado em que anuncia que as linhas de crédito para a importação de combustíveis serão a partir de agora concedidas com base na tarifa praticada no "mercado negro".

Segundo o instituto local "Information International", uma retirada total das comparticipações estatais resultará num aumento de 344% do preço do barril de gasolina e de cerca de 387% do de gasóleo.

"Ver-nos-emos obrigados a roubar para encher o tanque de gasolina (...). E quando o juiz nos perguntar porquê, responderemos 'Nós queremos comprar gasolina, comer e beber', comentou Hussein Majed, que esperava a sua vez numa longa fila.

Indexada ao dólar desde 1997, à taxa de 1.507 libras libanesas por dólar, a moeda nacional desvalorizou a pique, sendo o dólar agora trocado por 20.000 libras libanesas no mercado negro.

Em julho, o Governo decidiu subsidiar as importações de combustíveis à taxa de 3.900 libras por dólar, em contraste com as 1.507 anteriores -- fazendo os preços subir 30%.

A crise económica inédita que o Líbano atravessa é agravada pela inércia dos dirigentes, estando o país sem novo Governo desde há um ano.

A decisão do BDL provocou uma polémica na arena política, com o primeiro-ministro demissionário, Hassan Diab, a classificá-la como ilegal e apelando para uma reunião de emergência do Governo.

Num comunicado, o BDL indicou ter pagado "mais de 800 milhões de dólares pela compra de hidrocarbonetos em julho".

As reservas de divisas estrangeiras do BDL caíram mais de metade desde o início da crise, no outono de 2019, passando de 32 mil milhões de dólares para cerca de 15 mil milhões neste momento.

Leia Também: Crise no Líbano agudizada por escassez de gás doméstico

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