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Ataques jihadistas a aldeias no Burkina Faso fazem 12 mortes

Uma dúzia de civis foram mortos, na quarta-feira à noite, em vários ataques a aldeias por presumíveis 'jihadistas' no norte do Burkina Faso, disseram hoje fontes locais e de segurança.

Ataques jihadistas a aldeias no Burkina Faso fazem 12 mortes

"Na noite de quarta-feira, indivíduos armados não identificados realizaram uma série de ataques no norte, matando cerca de dez pessoas locais", segundo uma fonte de segurança.

Um líder regional dos Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP) confirmou estes ataques na região do Sahel.

"Foram encontrados vários corpos" em cidades e aldeias "na comuna de Markoye, após a passagem de indivíduos armados", disse o líder dos VDP, envolvidos na luta anti-jihadista, ao lado das forças de defesa e segurança de Burkina Faso.

Ele disse que estes ataques também tinham visado os VDP, que teve um dos seus elementos morto.

Criado em dezembro de 2019, os VDP intervêm ao lado do exército para missões de vigilância, informação e proteção, após um treino militar de 14 dias.

Também atuam como rastreadores e estão frequentemente envolvidos em combate, à custa de pesadas baixas, com mais de 200 mortes nas suas fileiras desde 2020, de acordo com uma contagem da agência AFP.

Os ataques afetaram as aldeias de Badnoogo e Bassian, as aldeias de Tokabangou e Gadba e a comuna de Pensa, não muito longe da fronteira com o Níger.

"Concessões (propriedades) foram queimadas pelos atacantes", disse um residente à AFP.

O Burkina Faso tem enfrentado ataques 'jihadistas' regulares e mortais desde 2015, particularmente nas regiões norte e leste, próximas do Mali e do Níger, que também enfrentam ações mortíferas por parte de jihadistas armados.

Estes ataques, frequentemente associados a emboscadas e atribuídos a grupos jihadistas associados ao grupo do Estado Islâmico (EI) e à Al-Qaeda, mataram mais de 1.500 pessoas e forçaram mais de 1,3 milhões a fugir das suas casas.

No final de julho, um soldado burkinabé e "várias dezenas" de jihadistas foram mortos durante uma operação do exército para proteger a área de Madjoari, no Burkina Faso oriental, de acordo com o quartel-general do exército burkinabé. Pelo menos dez pessoas, incluindo sete VIPs, foram também mortas em meados de julho, num ataque no norte do Burkina Faso.

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