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ONU condena abusos sistemáticos a detidos no leste da Ucrânia

As Nações Unidas condenaram hoje a tortura e os maus-tratos aos detidos, que acontecem diariamente nas áreas controladas pelos separatistas do leste da Ucrânia, e apelaram ao "acesso confidencial e sem restrições" aos locais de detenção.

ONU condena abusos sistemáticos a detidos no leste da Ucrânia

A alta-comissária adjunta para os Direitos Humanos, Nada al-Nashif, lamentou que "tenha havido pouca responsabilização por violações de ambos os lados da linha de contacto" desde o início do conflito na Ucrânia.

"Enquanto as vítimas são milhares, os responsáveis que foram levados à conta são apenas dezenas", acrescentou Al-Nashif, no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Segundo a ONU, cerca de 4.000 detidos foram sujeitos a tortura ou a maus-tratos na Ucrânia desde 2014 - tanto em territórios controlados pelo Governo, como em territórios controlados por grupos armados -, embora os casos tenham diminuído ao longo do tempo.

As detenções em territórios controlados por grupos armados são "arbitrárias", de acordo com Al-Nashif.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está seriamente preocupado com "a tortura e maus-tratos documentados no centro 'Izoliatsiia', em Donetsk, bem como noutras instalações prisionais em território controlado por separatistas", violações que "são cometidas sistematicamente".

"Estas violações devem cessar", disse a alta-comissária adjunta, apelando ao acesso dos centros de detenção para monitorizar a situação dos detidos.

Al-Nashif relembrou que, no início do conflito, os casos de detenção arbitrária incluíam desaparecimentos forçados, penas de prisão sem mandado de captura, por vezes em locais de detenção não oficiais, secretos e sem acesso a comunicações.

A Ucrânia está em conflito desde 2014, com separatistas pró-russos nas regiões de Donetsk e Lugansk, um confronto que surgiu pouco depois de a Rússia ter anexado a península da Crimeia e provocado mais de 13.000 vítimas mortais.

As tensões entre os dois países aumentaram este ano, com a Rússia a destacar quase 100.000 soldados para regiões fronteiriças da Ucrânia.

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