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São Tomé apela à comunidade internacional para "minimizar sofrimento"

O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, lançou hoje "um veemente apelo" à comunidade internacional para "tudo fazer para minimizar os sofrimentos do povo moçambicano", face ao conflito armado no norte do país.

São Tomé apela à comunidade internacional para "minimizar sofrimento"
Notícias ao Minuto

16:51 - 16/06/21 por Lusa

Mundo Moçambique/Ataques

"São Tomé e Príncipe acompanha com muita preocupação a difícil situação prevalecente na República de Moçambique, com consequências humanitárias incalculáveis, o que interpela a nossa atenção, enquanto países membros da CPLP [Comunidade de Países de Linga Portuguesa]", disse o chefe de Estado são-tomense, que falava à imprensa no final de um encontro com o seu homólogo da Guiné-Bissau, que se encontra em São Tomé para uma visita oficial de três dias.

Evaristo Carvalho lançou "um veemente apelo à comunidade internacional no sentido de tudo fazer para minimizar os sofrimentos do povo moçambicano".

A violência que se tem registado em Cabo Delgado, norte de Moçambique, desde 2017 resultou em 2.800 mortos e 732.000 pessoas deslocadas.

"Congratulo-me com a convergência de pontos de vista em relação aos principais assuntos da agenda da União Africana e manifesto-me disponível para permanente concertação de posição, quer a esse nível quer em relação aos assuntos mais candentes a nível internacional", assegurou.

O Presidente são-tomense congratulou-se com a visita que o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, efetua a São Tomé e Príncipe, fazendo votos de que as relações entre os dois países e povos se estreitem cada vez mais.

Trata-se da "primeira visita oficial de um chefe de Estado guineense a São Tomé e Príncipe, o que marca um virar de páginas", que os dois países pretendem, realçou Evaristo Carvalho.

"Será desejável que os dois países continuem a refletir em conjunto sobre domínios suscetíveis de viabilizar a cooperação multiforme entre si", acrescentou.

"O meu desejo é que os nossos dois países deverão atuar sempre que possível em concertação, harmonizando as nossas posições", referiu ainda.

"Da parte de São Tomé e Príncipe quero assegurar-lhe que os laços históricos, linguísticos e de consanguinidade indeléveis forjados durante o período de colonização e de luta de libertação dos nossos países serão preservados e consolidados em ordem, para que possam traduzir em atos concretos em prol dos nossos dois povos", prometeu o estadista são-tomense.

O programa da visita de Umaro Sissoco Embaló tem ainda previstos encontros separados com o presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, Delfim Neves, e com o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

Leia Também: Governo são-tomense alarga prazo para segunda dose devido a fraca adesão

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