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Chefe do Governo transitório na Líbia tomou posse hoje

O primeiro-ministro líbio, Abdelhamid Dbeibah, que governará o país transitoriamente até às eleições marcadas para dezembro, foi empossado hoje, mais de um mês após sua nomeação num complexo processo político patrocinado pela ONU.

Chefe do Governo transitório na Líbia tomou posse hoje
Notícias ao Minuto

13:50 - 15/03/21 por Lusa

Mundo Líbia

Dbeibah e os seus ministros juraram "preservar a unidade, segurança e integridade" da Líbia, durante a cerimónia que decorreu na sede provisória do Parlamento, que desde 2014 se encontra instalada na cidade portuária de Tobruk, a cerca de 1.300 quilómetros a leste da capital, Trípoli.

Vários embaixadores, bem como o presidente do Parlamento, Águila Saleh, assistiram à tomada de posse, rodeada por um forte dispositivo de segurança.

O que representa um avanço político sem precedentes desde 2014 foi inicialmente previsto para acontecer em Bengasi, berço da revolta que levou à queda do regime de Muammar Kaddafi, em 2011, mas as autoridades escolheram Tobruk por razões logísticas.

Após anos de impasse num país dividido em dois - um a leste e outro a oeste - Dbeibah, 61 anos, foi nomeado primeiro-ministro interino em 05 de fevereiro por 75 funcionários líbios de todas as fações, que se reuniram em Genebra sob a égide da ONU, juntamente com um Conselho Presidencial composto por três membros.

Este Governo de transição substitui os mecanismos de poder em ambos os lados da Líbia: o Governo de Unidade Nacional, de Fayez al-Sarraj, que surgiu em 2016 no lado ocidental e que é reconhecido pela ONU; e o governo paralelo de Abdallah al-Theni, que não é reconhecido pela comunidade internacional, com sede em Cirenaica, uma região do leste controlada pelas forças do marechal Khalifa Haftar.

Nem Al-Sarraj, nem Al-Theni estiveram presentes na cerimónia de posse de Dbeibah, que fica agora responsável por unir as instituições do país e garantir a transição até às eleições marcadas para 24 de dezembro.

Com o objetivo de se apresentar como "representante de todos os líbios", o Governo de Dbeibah é composto por dois vice-primeiros-ministros, 26 ministros e seis ministros de estado.

Abdelhamid Dbeibah, uma figura de relevo na cidade portuária e mercantil de Misrata (oeste), sem uma linha ideológica clara, era mais conhecido por ter ocupado cargos de responsabilidade sob o regime de Kaddafi.

Conhecido por ser próximo da Turquia, Dbeibah não revelou familiaridade com as fações de política local da Líbia, durante as reuniões de Genebra, onde suspeitas de envolvimento em casos de corrupção ameaçaram a sua nomeação para o cargo de primeiro-ministro transitório.

O novo líder do Governo não esperou pela cerimónia de posse para começar a mostrar trabalho, tendo já realizado uma reunião no seu gabinete em Trípoli, no sábado, e abriu uma conferência dedicada ao tema da luta contra a pandemia de covid-19.

Mas Dbeibah enfrenta muitos difíceis desafios, após 42 anos de ditadura e uma década de violência sob intervenção militar.

Apesar do fim dos combates entre os dois lados líbios, no verão de 2020, seguido pela assinatura de um acordo de cessar-fogo em outubro, a Líbia continua a ser afetada pelas lutas por influência, pelo peso das milícias e pela presença de mercenários estrangeiros, bem como pela permanência de sinais de corrupção.

Na Líbia, as infraestruturas são débeis, os serviços falham frequentemente e os números de pessoas abaixo do limiar da pobreza são muito altos, apesar de o país possuir abundantes reservas de petróleo.

Por outro lado, Dbeibah também terá que garantir a saída dos 20.000 mercenários e combatentes estrangeiros que ainda se encontram no país, respondendo a uma exigência do Conselho de Segurança da ONU, feita na sexta-feira.

Leia Também: ONU exorta nações com militares e mercenários na Líbia a saírem do país

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