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"Vou votar para destituir o presidente". Republicana de topo contra Trump

Liz Cheney, a terceira republicana mais importante no Congresso, vai votar a favor da destituição do presidente. Sublinhe-se que os democratas da Câmara dos Representantes vão analisar a destituição de Donald Trump na quarta-feira.

"Vou votar para destituir o presidente". Republicana de topo contra Trump

A terceira republicana mais importante no Congresso e um dos nomes mais importantes no Partido Republicano (GOP) - é filha de Dick Cheney, ex-vice-presidente norte-americano -, anunciou que vai votar a favor da destituição do presidente cessante, por causa da tentativa frustrada de insurreição, no Capitólio, no passado dia 6 de janeiro.

"O presidente dos Estados Unidos convocou esta multidão, incitou esta multidão e acendeu a chama deste ataque. Tudo o que se seguiu foi obra sua. Nada disto teria acontecido sem o presidente", disse a representante republicana de Wyoming, esta terça-feira, em conferência de imprensa.

"Vou votar para destituir o presidente", terminou.

A decisão de Cheney - que sempre foi uma voz crítica dos eventos no Capitólio e, já antes, da tentativa de minar a validade das eleições - reveste-se de moderada importância, por poder convencer outros conservadores indecisos a tomar a mesma atitude. Sublinhe-se que, mesmo após aprovação na Câmara dos Representantes, são necessários os votos de dois terços do Senado para a destituição avançar.

Donald Trump já se tinha manifestado contra a republicana, num comício em Washington, antes do voto de certificação das eleições no Congresso. "As Liz Cheneys do mundo... Temos que nos livrar delas", disse.

Ainda esta terça-feira, outro representante conservador juntou-se aos colegas que apoiam o 'impeachment'. Adam Kinzinger, do Illinois, manifestou-se através das redes sociais.

"Não tenho a menor dúvida que o presidente dos Estados Unidos quebrou o juramento do seu cargo e incitou esta insurreição. Usou a sua posição no Executivo para atacar o poder Legislativo", indicou.

O projeto da Lei da Destituição, de quatro páginas, dá conta, entre outras razões, de declarações falsas feitas por Trump sobre o facto de ter derrotado Biden nas eleições, das pressões sobre as autoridades da Geórgia para que se encontrassem mais votos para dar a vitória ao presidente cessante.

A invasão do Capitólio é outro dos argumentos, uma vez que consideram que Trump incitou os seus apoiantes a "lutarem como nunca" contra a alegada fraude eleitoral, o que levou os manifestantes a romperem os cordões policiais e a entrarem no Capitólio.

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