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Ataque de grupo armado na República Democrática do Congo faz 18 mortos

Dezoito pessoas foram mortas na quarta-feira à noite num ataque dos rebeldes ugandeses das Forças Democráticas Aliadas (ADF) na comunidade de Batangi-Mbau, no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), segundo fontes do Exército e líderes da sociedade civil.

Ataque de grupo armado na República Democrática do Congo faz 18 mortos
Notícias ao Minuto

13:54 - 29/10/20 por Lusa

Mundo Congo

Os atacantes da ADF já tinham sido vistos nas ruas da cidade de Oicha, na província de Kivu Norte, durante a tarde de quarta-feira, sem qualquer alarme, disse à agência Efe um responsável da sociedade civil da zona, Kizito Bing Hango.

Os aldeões alertaram as Forças Armadas da RDCongo (FARDC), que tem uma base próxima na cidade de Baeti, mas o Exército não levou o aviso a sério e não protegeu as aldeias vizinhas.

Os rebeldes continuaram a sua viagem e acabaram por atacar a comunidade de Batangi-Mbau, a cerca de 20 quilómetros de Oicha.

"Os assaltantes atacaram esta cidade ontem [quarta-feira] à noite com facas e espingardas. Conseguiram incendiar várias casas e até igrejas, mas só esta manhã é que ouvimos falar disso", disse o ativista, revelando que já tinham sido recolhidos 18 corpos.

O porta-voz das FARDC, Mak Azukay, confirmou o incidente à Efe, mas absteve-se de dar um número de vítimas, admitindo que a área de Baeti está sujeita a numerosos problemas de segurança.

"Não temos um número definitivo, mas posso assegurar-vos para alívio da população que o Exército está atualmente a perseguir os atacantes para restaurar a paz e a segurança em Baeti", acrescentou o capitão do Exército.

A ADF é composta de rebeldes muçulmanos ugandeses que vivem no leste da RDCongo desde 1995. Há anos que não atacam o vizinho Uganda, vivendo do tráfico na floresta densa em redor do Beni, onde se instalaram.

Estes rebeldes são acusados do massacre de mais de mil civis na região desde outubro de 2014.

Desde novembro de 2019, a ADF matou centenas de civis em represálias por uma ofensiva do Exército contra as suas bases e líderes na floresta e na selva em redor de Beni.

Misteriosamente, a ADF nunca reivindicou a responsabilidade por qualquer ação em solo congolês. Mas desde abril de 2019 que vários dos seus ataques têm sido reivindicados pelo "Estado Islâmico - África Central", por vezes com erros factuais.

Em 21 de outubro, através do seu órgão de propaganda, o grupo 'jihadista' Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque a uma prisão em Beni que resultou na fuga de várias centenas de detidos nesta região traumatizada pelos massacres.

Durante quase 30 anos, a parte oriental da RDCongo tem enfrentado a violência.

Dezenas de grupos armados locais e estrangeiros atacaram civis ou entraram em conflito com forças regulares por razões étnicas, terrestres ou económicas.

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