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Iémen enfrenta pandemia com sistema de saúde em colapso

O Iémen enfrenta o novo coronavírus com um sistema de saúde em colapso após mais de cinco anos de guerra, com escassez de oxigénio e equipamentos de proteção para o pessoal hospitalar, com salários em atraso de forma regular.

Iémen enfrenta pandemia com sistema de saúde em colapso
Notícias ao Minuto

17:48 - 22/05/20 por Lusa

Mundo Covid-19

"O sistema de saúde está em colapso e as organizações de ajuda trabalham na suposição de que o vírus já está amplamente disseminado", confirmou hoje em Genebra Jens Laerke, um dos porta-vozes do Gabinete de ajuda humanitária da ONU.

Cerca de 30 programas humanitários em áreas vitais para a população iemenita poderão encerrar proximamente caso não seja garantido um novo financiamento internacional, indica a agência noticiosa Efe.

As operações de assistência humanitária no Iémen estão a garantir atualmente apoios muito escassos, num total de 677 milhões de dólares (617 milhões de euros) em 2020, face aos 4.000 milhões (3.648 milhões de euros) de 2019.

Estes recursos permitem atender mensalmente às necessidades de 14 milhões de pessoas, cerca de metade da população deste país do Médio Oriente, e a sobrevivência de muitos depende desta ajuda.

O nível de propagação do coronavírus é difícil de estabelecer no Iémen devido às graves carências do sistema hospitalar e à falta de testes de diagnóstico.

Os números oficiais remetidos à Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam 184 casos confirmados e 30 mortes.

No entanto, e apenas na cidade de Aden, (sul), onde organização humanitária Médicos sem fronteiras (MSF) possui o único hospital para doentes da covid-19 nessa região do país, nos primeiros 17 dias de maio foram hospitalizados 173 doentes e 68 morreram devido a síndrome de dificuldade respiratória aguda.

"A situação é muito crítica e diversos programas de luta contra a covid-19 terão de encerrar caso a comunidade internacional não garanta financiamento", disse Jens Laerke.

O sistema de saúde do Iémen não tem qualquer capacidade para enfrentar uma eventual vaga de infetados pelo novo coronavírus.

A Arábia Saudita organiza em 02 de junho uma conferência de doadores para o Iémen, com o objetivo de reunir os 2.000 milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) necessários para garantir que todos os programas de ajuda vitais funcionem até ao final do corrente ano.

A designação da Arábia Saudita para acolher esta reunião suscitou polémica, pelo seu envolvimento a partir de 2015 no conflito, juntamente com os Emirados Árabes Unidos, com ataques aéreos indiscriminados contra infraestruturas civis e populações civis nas regiões sob controlo dos Huthis, que tomaram o poder na capital e detêm parte do território.

Diversas comissões independentes de investigação, incluindo as financiadas pela ONU, denunciaram a Arábia Saudita por crimes de guerra e contra a humanidade no Iémen.

O porta-voz do Gabinete de ajuda humanitária da ONU justificou a eleição da Arábia Saudita para receber a conferência de doadores pelo facto de se afirmar desde 2018 como o principal doador para as operações humanitárias no Iémen, e por esse dinheiro não estar condicionado para usos específicos.

A ONU dirigiu esses recursos para as necessidades mais urgentes para a população civil com o objetivo de evitar uma crise de fome generalizada, uma situação que nos últimos anos tem vindo a ameaçar o Iémen.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infetou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (94.729) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,5 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (36.393 mortos, mais de 254 mil casos), Itália (32.616 mortos, mais de 228.600 casos), Espanha (28.628 mortos, perto de 235 mil casos) e França (28.215 mortos, quase 182 mil casos).

A Rússia, com menos mortos do que todos estes países (3.249), é, no entanto, o segundo país do mundo com mais infeções (mais de 326.400), seguido pelo Brasil (mais de 310.000 casos e mais de 20.000 mortes).

Por regiões, a Europa soma mais de 171 mil mortos (quase dois milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 100 mil mortos (mais de 1,6 milhões de casos), América Latina e Caribe mais de 35.800 mortos (mais de 645 mil casos), Ásia mais de 13.200 mortos (mais de 403 mil casos), Médio Oriente mais de 8.500 mortos (mais de 318 mil casos), África mais de 3.000 mortos (mais de 100.000 casos) e Oceânia com 129 mortos (mais de 8.400 casos).

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