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PM timorense pede desculpa à OMS por declarações de responsável policial

O primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak, lamentou hoje as declarações e um responsável policial do país que criticou o trabalho das Nações Unidas e da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Timor-Leste.

PM timorense pede desculpa à OMS por declarações de responsável policial

Uma nota divulgada na página oficial do seu gabinete no Facebook, explica que Taur Matan Ruak se reuniu hoje com o responsável da ONU em Timor-Leste, Roy Trivedy e com o responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS), Rajesh Pandav.

Nesse encontro o chefe do Governo "lamentou a declaração com falta de cuidado" do superintendente chefe da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), Pedro Belo, sobre a ação das Nações Unidas em Timor-Leste.

"O Governo pede desculpa à OMS e realça que as declarações não refletem o Governo ou o Estado de Timor-Leste", refere.

Taur Matan Ruak disse ter dado instruções ao ministro interino do Interior, Filomeno Paixão, para que garanta que "o comandante se limita a falar da sua área de trabalho".

O chefe do Governo reiterou a "confiança" do executivo na OMS e que o Estado aprecia o trabalho que a organização tem vindo a desenvolver no país no apoio aos esforços do Governo para combater a pandemia de covid-19.

A Lusa tentou sem sucesso contactar o ministro interino do Interior.

Em comunicado enviado à Lusa hoje, Roy Trivedy expressou "grande desilusão e descontentamento" pelas críticas "irresponsáveis" de um comandante policial timorense sobre o apoio da Organização Mundial de Saúde no combate à covid-19 no país.

"É angustiante ver e ouvir um alto funcionário público declarar publicamente na televisão nacional ontem à noite que "'não está satisfeito com a OMS, que não estão a ajudar o Governo a combater a covid-19", disse Roy Trivedy em comunicado enviado à Lusa.

"A declaração feita pelo comandante Operacional da PNTL é factualmente incorreta, mostra uma falta de compreensão do papel da OMS e é altamente irresponsável", referiu.

Também o ex-Presidente timorense, José Ramos-Horta, pediu hoje desculpas, como cidadão de Timor-Leste, pelas críticas que alguns compatriotas têm feito contra os cidadãos e agências estrangeiras, incluindo a ONU, presentes no país.

"Peço desculpas a todos os nossos hóspedes que trabalham nesta terra amada quando algum timorense vos desrespeita. Como cidadão de Timor-Leste curvo-me, baixo a cabeça, e peço-vos desculpas", escreveu numa mensagem no Facebook.

"Alguns já se esqueceram da solidariedade da comunidade internacional. Alguns deitaram fora o seu coração", sublinhou.

Os comentários de Ramos-Horta surgem na sequência de relatos de incidentes envolvendo estrangeiros, incluindo portugueses, que são associados ao novo coronavírus, bem como das críticas do responsável policial.

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