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Bolívia. Familiares das vítimas de atos de violência recebem indemnização

As famílias dos mortos nos atos de violência na Bolívia vão receber o equivalente a 7.238 dólares (6.518 euros), que é quase 25 vezes o salário mínimo, segundo um decreto promulgado hoje, que também garante apoio aos feridos. mortais vão receber indemnização de mais de 7.000 dólares

Bolívia. Familiares das vítimas de atos de violência recebem indemnização
Notícias ao Minuto

00:26 - 06/12/19 por Lusa

Mundo Bolívia

"O nosso governo promulgou o decreto supremo que autoriza a concessão de assistência humanitária e indemnização às famílias dos mortos na violência", disse a presidente interina Jeanine Áñez, numa cerimónia realizada em La Paz.

O valor de 7.238 dólares para as famílias dos mortos é equivalente a quase 25 salários mínimos na Bolívia.

Embora não exista um número exato de mortos e de feridos, entidades como a Defensoria do Povo da Bolívia avançam que morreram 35 pessoas e 832 sofreram ferimentos nos atos de violência que começaram após as eleições de 20 de outubro e duraram até 24 de novembro.

O decreto também prevê "assistência médica, alimentar, social e psicológica" para as pessoas afetadas, disse o ministro interino da Justiça, Álvaro Coimbra, no seu discurso.

Sobre a compensação económica, foi explicado que será efetuada num pagamento "global e único", proveniente de recursos do Tesouro Geral do Estado e de processos como a apreensão de bens para o tráfico de drogas.

No poder desde 2006, Evo Morales, o primeiro Presidente indígena da Bolívia, foi declarado vencedor para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 20 de outubro, escrutínio marcado por denúncias de fraude por parte da oposição boliviana.

Morales acabaria por renunciar ao cargo em 10 de novembro, após três semanas de protestos contra a sua reeleição liderados pela oposição e depois de ter perdido o apoio do exército e da polícia.

O ex-Presidente boliviano, que denunciou que a proclamação da senadora Jeanine Añez como Presidente interina foi um "golpe de Estado", seguiria depois para o México, onde permanece exilado.

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