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Candidatos às presidenciais na Guiné assinam acordo para a segunda volta

O candidato às eleições presidenciais de domingo na Guiné-Bissau José Mário Vaz anunciou que várias candidaturas assinam hoje um acordo para apoiarem o candidato que passar à segunda volta.

Candidatos às presidenciais na Guiné assinam acordo para a segunda volta

"Está a combinar-se, um grupo de candidaturas de partidos políticos, celebrarem um acordo para em caso de um nós passar à segunda volta os outros apoiariam", disse o Presidente cessante em declarações à agência Lusa, à margem de um comício em Biombo, a cerca de 50 quilómetros de Bissau, sem especificar de que candidaturas se trata.

Questionado sobre se isto é uma resposta à proposta feita pelo candidato Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, líder da oposição), José Mário Vaz, que se candidata como independente, respondeu: "Eu não digo isso".

No entanto, disse que "foi extraordinário" quando encontrou Sissoco Embaló durante uma ação de campanha dos dois candidatos em Buba, no sul do país.

"Eu estava num lugar e ele foi cumprimentar-me. Eu gostei muito desse gesto. Isso é que é realmente a democracia", disse.

O candidato do Madem G15 apelou em 19 de novembro para a união de todos os candidatos contra o que considera ser o "eixo do mal" representado por Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder).

Sobre se esta confiante numa vitória à primeira volta, Jomav, como é conhecido, admitiu que "é difícil".

"Talvez a única pessoa que disse que vai vencer na primeira volta é o candidato adversário, o candidato do PAIGC, que esteve em Portugal e disse a toda a gente que ganharia na primeira volta", mas quem viu esta campanha percebe que "ninguém tem condições de vencer na primeira volta", disse.

Sobre quem vai apoiar na segunda volta, caso seja afastado da corrida no domingo, José Mário Vaz escusou-se a responder diretamente.

"Não tenho problemas nenhuns. Neste momento o povo é soberano, o veredito é popular. Se for ou não for à segunda volta o povo é quem mais ordena. Eu vou cumprir rigorosamente aquilo que as urnas ditarem", disse.

Questionado sobre se algum dia irá ultrapassar o diferendo com Domingos Simões Pereira, o Presidente cessante referiu que não sabe se existe.

"O único problema que eu tenho como responsável deste país é a defesa intransigente da minha terra e do meu povo, é só", disse.

Em 2015, José Mário Vaz demitiu Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e recusou novamente o seu nome para o cargo chefe de Governo em junho deste ano, após as legislativas de março.

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