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"Não se pode abandonar o dono da casa por um novo noivo", diz Binta Baldé

Binta Baldé tem 53 anos e divide-se entre dois "amores" presidenciáveis: José Mário Vaz e Umaro Sissoco Embaló, mas disse à Lusa que o mais importante é que o próximo presidente da Guiné-Bissau desenvolva o país.

"Não se pode abandonar o dono da casa por um novo noivo", diz Binta Baldé

Binta destaca-se entre os vários apoiantes que assistiam a uma ação de campanha de rua de José Mário Vaz no bairro de Belém, em Bissau, na segunda-feira, por usar o lenço vermelho e branco, 'imagem de marca' de Umaro Sissoco Embaló, candidato apoiado pelo Movimento pela Alternância Democrática, e uma t-shirt de José Mário Vaz, o Presidente cessante que tenta um segundo mandato nas presidenciais de 24 de novembro como independente.

Questionada pela Lusa sobre se já tinha tomado uma decisão, Binta Baldé explica que os dois "são iguais", mas primeiro está José Mário Vaz.

"Não se pode abandonar o dono da casa por um novo noivo", afirma.

Mas para esta vendeira de profissão, e com apenas um filho, o mais importante é desenvolver a Guiné-Bissau.

"Queremos alguém que desenvolva o país, que acabe com a fome, que ajude os meninos na escola e que os nossos filhos tenham trabalho", afirma à Lusa, enquanto as amigas acenam com a cabeça em concordância.

Binta Baldé diz também que não quer guerra e pede aos políticos guineenses para "serem um só porque todos são filhos da Guiné-Bissau".

"Estamos cansados. Peço para que as pessoas se entendam para bem do país", apela.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais no próximo 24 de novembro num momento de tensão política, depois de o Presidente ter demitido o Governo de Aristides Gomes, saído das legislativas de 10 de março, e nomeado um outro liderado por Faustino Imbali.

Grande parte da comunidade internacional opôs-se a estas decisões e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exigiu a demissão de Imbali, sob pena de impor "pesadas sanções" aos responsáveis pela instabilidade política.

Imbali acabou por se demitir na sexta-feira, pouco antes de serem conhecidas as decisões dos chefes de Estado da CEDEAO, que decidiram reforçar a presença da força de interposição Ecomib no país e advertir o Presidente guineense de que qualquer tentativa de usar as forças armadas para impor um ato ilegal será "considerada um golpe de Estado".

No sábado, chegam a Bissau seis chefes de Estado da CEDEAO para dar a conhecer as decisões da cimeira ao presidente José Mário Vaz e avaliar a situação no país.

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