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Parlamento da Bolívia recebeu hoje carta de demissão de Evo Morales

A Assembleia Legislativa da Bolíva recebeu hoje a carta de renúncia de Evo Morales, em que o Presidente diz esperar que o seu gesto evite mais violência e permita "paz social" no país que governou durante 13 anos.

Parlamento da Bolívia recebeu hoje carta de demissão de Evo Morales
Notícias ao Minuto

18:38 - 11/11/19 por Lusa

Mundo Bolívia

A carta de renúncia foi enviada depois de Evo Morales ter confirmado a sua renúncia ao cargo de Presidente, numa declaração gravada que foi divulgada televisivamente na tarde de domingo, depois de mais de três semanas de manifestações de protesto contestando a legitimidade do processo eleitoral de 20 de outubro.

"A minha responsabilidade, como Presidente indígena e de todos os bolivianos, é impedir que os conspiradores continuem a perseguir os meus irmãos e irmãs líderes sindicais, maltratando e sequestrando os seus parentes", diz o texto da carta.

Na missiva, Morales condena o que considera ser o "assédio e a perseguição" aos povos indígenas e líderes do seu partido, Movimento para o Socialismo.

"Hoje é um momento para solidariedade entre todos. Amanhã, será o momento de reorganização e o passo adiante na luta que não termina com estes tristes eventos", acrescenta o Presidente demissionário.

A carta destaca ainda várias realizações do seu Governo e termina com o conhecido mote: "Pátria ou Morte!".

À carta de demissão do Presidente somam-se ainda as renúncias do vice-Presidente e presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro García Linera, em que este realça que foi forçado a abandonar os cargos por "um golpe de Estado" e por "forças das trevas que destruíram a democracia".

Em breve, a Assembleia Legislativa deve convocar uma sessão extraordinária para eleger um sucessor, que poderá ser Jeannine Añez, senadora do principal partido da oposição, Unidade Democrática.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou, no domingo, um relatório alertando para as graves irregularidades nas eleições de 20 de outubro, após as quais Evo Morales foi proclamado vencedor pelo quarto mandato consecutivo até 2025.

Morales ainda tentou sobreviver politicamente, anunciando novas eleições com um novo caderno eleitoral, mas a oposição e os comités cívicos responderam que a única saída era sua renúncia e, enquanto a tensão aumentava no país, o Presidente anunciou no domingo que renunciava ao cargo.

No seu discurso de demissão, Morales acusou a polícia de se unir a um "golpe" para expulsá-lo do poder, o que foi desmentido pela oposição e por líderes civis que lideraram os protestos contra o Governo.

A renúncia do Presidente também causou uma série de demissões de legisladores, ministros e autoridades regionais do partido no poder.

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