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Registados mais de 700 protestos em setembro na Venezuela

O Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais (OVCS) registou em setembro 708 protestos de cidadãos no país, uma descida de 28% face às 980 ações de rua registadas no mesmo mês do ano anterior.

Registados mais de 700 protestos em setembro na Venezuela

Segundo o observatório, "69% (485) dos protestos foram para exigir direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, principalmente relacionados com reivindicações laborais, acesso a serviços públicos de qualidade, educação, saúde e alimentação".

"Trinta e um por cento (223) dos protestos restantes correspondem a direitos civis e políticos, que incluem grupos políticos da oposição e simpatizantes do regime de (Nicolás) Maduro. Além disso, outros atores da sociedade exigiram direitos civis, como justiça, segurança e o direito à vida", explica um relatório divulgado em Caracas.

O documento adianta que o Distrito Capital (cidade de Caracas e localidades vizinhas) foi a zona com mais protestos (64) em setembro último, seguindo-se os estados de Anzóategui e Mérida (61 cada um), Zúlia (60), Bolívar e Miranda (com 52 cada um).

"A exigência de direitos dos cidadãos não ocorre apenas numa região, mas em todo o país. Os cidadãos que não emigraram da Venezuela não ficaram com os braços cruzados, têm sido persistentes em exigir viver com dignidade, em liberdade e em democracia", explica.

De acordo com o organismo, setembro de 2019 caracterizou-se pela mobilização de trabalhadores do setor público à procura de melhores salários e para exigir respeito pelos contratos coletivos, principalmente nos setores educativo, da saúde e da indústria petroquímica.

Em todo o país houve queixas pelo colapso dos serviços de água potável, eletricidade, gás doméstico, recolha de lixo, esgotos e iluminação pública.

"Simpatizantes do regime de Nicolás Maduro [Presidente da Venezuela] protestaram contra as sanções económicas anunciadas pelos EUA e os opositores foram às ruas para apoiar a 'Operação Liberdade', impulsionada por Juan Guaidó [presidente do parlamento]", precisa.

Há ainda registo de protestos contra o aumento do preço oficial do gás doméstico e contra a cobrança de valores excessivos, em moeda estrangeira, pelos serviços básicos locais.

"A população rejeitou o aumento do preço das caixas CLAP [produtos a preços subsidiados pelo Estado]", sublinha ainda o Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais.

Quanto ao tipo de protesto, os mais frequentes foram concentrações, bloqueios de ruas, marchas e greves.

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