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Movimento indígena do Equador aceita dialogar com o Governo

O movimento indígena do Equador, que tem liderado os protestos contra as medidas de austeridade económica do Governo, aceitou negociar com o Presidente, Lenín Moreno, após várias recusas de diálogo.

Movimento indígena do Equador aceita dialogar com o Governo
Notícias ao Minuto

20:10 - 12/10/19 por Lusa

Mundo Equador

Ao fim de dez dias de protestos que se espalharam pelo país, provocando diversos motins, o movimento indígena aceitou sentar-se à mesa com o Presidente, depois de várias recusas por Moreno não ter aceitado restabelecer os subsídios aos combustíveis, a principal exigência por detrás das manifestações de contestação ao Governo.

Moreno eliminou um subsídio do preço dos combustíveis, em 02 de outubro, elevando a variedade mais popular de gasolina para preços recorde, o que provocou de forma rápida operações de especulação comercial e a subida de preços de diversos produtos essenciais.

A subida do preço dos combustíveis foi uma das exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI), como contrapartida do resgate financeiro ao país que se viu profundamente endividado após uma década de elevados défices e de queda do preço do petróleo, uma das principais fontes de receita económica do Equador.

A Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) anunciou hoje que aceitou negociar com Lenín Moreno, num comunicado onde explica que a mudança de posição ocorreu após "um processo de consultas às comunidades, organizações, povos, nacionalidades e organizações sociais".

No pacote de exigências que levarão até ao Presidente poderá constar ainda a demissão da ministra do Interior, Maria Paula Romo, e do ministro da Defesa, Oswaldo Jarrín, que têm defendido posições duras de repressão sobre os manifestantes, que já provocaram a morte de um líder indígena e quatro outras pessoas, para além de 850 feridos e centenas de detenções.

Contudo, o movimento indígena diz que está disponível para dialogar sobre a revogação do decreto de que retira os subsídios aos combustíveis, mas nada diz sobre a manutenção daqueles dois ministros no executivo de Moreno.

Os confrontos entre os manifestantes e a polícia continuaram hoje, com as autoridades a disparar balas de gás lacrimogéneo sobre os milhares de indígenas que, pelo quinto dia consecutivo, encheram as ruas de várias cidades.

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