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Mais de 120 detidos por criticarem nas redes sociais a ofensiva turca

O ministro do Interior da Turquia disse hoje que 121 pessoas foram detidas devido a publicações nas redes sociais em que criticam a ofensiva militar da Turquia nas regiões curdas do nordeste da Síria.

Mais de 120 detidos por criticarem nas redes sociais a ofensiva turca
Notícias ao Minuto

16:34 - 11/10/19 por Lusa

Mundo Turquia

Suleiman Soylu precisou que cerca de 500 pessoas foram investigadas por publicações na Internet que definem a Turquia como uma força "invasora" e "insultam" a operação, designada "Fonte de Paz", que entrou no seu terceiro dia.

A Turquia desencadeou uma ampla ofensiva militar contra as milícias curdas sírias das Unidades de Proteção Popular (YPG), definidos como um ramo do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que desde há 35 anos fomenta uma rebelião no sudeste turco.

A polícia turca referiu previamente que as investigações se baseiam na acusação de "propaganda terrorista".

Em 2018 foram adotadas medidas similares na sequência da ofensiva terrestre e aérea de Ancara contra as YPG na região de Afrine, noroeste da Síria, então controlada pelas forças curdas.

As leis antiterroristas na Turquia são amplas, e nos últimos anos advogados e jornalistas pró-curdos têm sido condenados e detidos por "propaganda terrorista".

Os curdos da Síria, com o apoio tácito do regime de Damasco, instauraram uma frágil autonomia nos territórios que controlavam no norte do país em guerra, onde se situam importantes campos petrolíferos e representam cerca de 30% do território sírio.

Em 2013, o Partido da União Democrática curdo (PYD, o principal partido curdo sírio), proclamou uma semiautonomia e em 2016 anunciou a formação de uma "região federal" composta por três cantões.

As YPG, o braço armado do PYD, tornou-se a partir de 2014 uma das principais forças que combatem o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), com apoio logístico da coligação militar liderada pelos Estados Unidos.

Em outubro de 2015 são formadas as Forças Democráticas Sírias (FDS), integradas por 25.000 curdos e 5.000 árabes, todos de origem síria, e em março de 2019, após uma série de ofensivas, expulsam o EI do seu último bastião sírio de Baghouz.

As anteriores intervenções da Turquia no norte sírio -- Operações "Escudo do Eufrates" em agosto de 2016 e "Ramo de oliveira" em janeiro de 2018 -- foram justificadas pelo anúncio de uma "região federal" curda, e pela criação de uma "força fronteiriça" composta no essencial por combatentes curdos, um projeto então apadrinhado pelos Estados Unidos.

No final de 2018, o Presidente dos EUA, Donald Trump, decide anunciar a retirada dos militares norte-americanos da Síria. E no passado domingo Washington confirma a saída das suas tropas situadas junto à fronteira com a Turquia, pelo facto de Ancara se preparar para iniciar "em breve" uma "operação há muito prevista" no norte sírio.

No dia seguinte, Trump reorientou o seu discurso, assegurou que não "abandonou" os curdos e ameaçou aniquilar a economia da Turquia no caso de o país "ultrapassar os limites".

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