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Atirador queria "cometer um massacre" na sinagoga de Halle

O homem que matou na quarta-feira a tiro duas pessoas em Halle, leste da Alemanha, queria "cometer um massacre" na sinagoga daquela cidade alemã onde a comunidade judaica celebrava um feriado religioso, disse hoje o procurador federal.

Atirador queria "cometer um massacre" na sinagoga de Halle
Notícias ao Minuto

15:35 - 10/10/19 por Lusa

Mundo Alemanha

"O que aconteceu ontem [quarta-feira], foi terrorismo", afirmou Peter Frank, em declarações à comunicação social, indicando que o atacante, um alemão de 27 anos, "tinha a intenção de cometer um massacre" no edifício religioso, dentro do qual não conseguiu entrar.

O procurador federal alemão, que está a conduzir a investigação aos acontecimentos de quarta-feira, descreveu o atacante, identificado como "Stephan B.", como uma pessoa marcada por "um antissemitismo assustador, um ódio ao estrangeiro".

Ainda à imprensa, Peter Frank precisou que o atacante estava "fortemente armado" no momento do tiroteio e que algumas das suas armas eram "visivelmente de fabrico artesanal".

As autoridades encontraram cerca de 4kg de explosivos no interior do veículo do atacante.

"Ele queria entrar na sinagoga para matar várias pessoas", indicou o procurador federal.

Segundo a polícia, o homem, detido entretanto pelas autoridades, agiu sozinho.

Ao final da manhã de quarta-feira um homem armado tentou entrar numa sinagoga em Halle, onde se encontravam dezenas de pessoas para assinalar o Yom Kipur, o maior feriado religioso judaico.

Não tendo conseguido, o homem começou a disparar de forma indiscriminada na rua, tendo depois atirado contra os clientes que estavam num estabelecimento de comida turca de 'take-away'.

O atacante também lançou pelo menos duas granadas de mão, uma contra um cemitério judeu junto da sinagoga e outra contra o estabelecimento de comida.

O homem filmou o ataque, que durante 35 minutos foi transmitido, em direito, numa plataforma na Internet.

O ataque fez dois mortos e dois feridos graves.

Mas, o balanço de vítimas do ataque poderia ter sido bastante mais pesado porque cerca de 80 pessoas estavam no interior da sinagoga na altura dos acontecimentos.

A chanceler alemã, Angela Merkel, prometeu hoje "tolerância zero" face ao "ódio".

"Os representantes do Estado de direito devem utilizar todos os meios do Estado de direito para combater o ódio, a violência (...) é a tolerância zero", indicou a chanceler.

Merkel, que esteve na quarta-feira numa das principais sinagogas de Berlim em sinal de solidariedade, declarou-se "chocada e abatida como milhões de pessoas na Alemanha" com o ataque.

O ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, declarou, por sua vez, que o ataque de quarta-feira constitui uma "vergonha para todo o país", indicando ainda que as sinagogas e os locais de culto judaicos estarão a partir de agora "melhor protegidos".

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