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Encontro entre Barnier e Barclay adiado "por motivos de agenda"

A reunião entre o negociador-chefe da União Europeia (UE), Michel Barnier, e o ministro britânico para o Brexit, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada para sexta-feira, "por motivos de agenda", confirmou à Lusa fonte europeia.

Encontro entre Barnier e Barclay adiado "por motivos de agenda"
Notícias ao Minuto

18:29 - 09/10/19 por Lusa

Mundo Brexit

"O encontro foi adiado para sexta-feira por motivos de agenda", limitou-se a indicar a fonte.

O ministro britânico para o Brexit iria deslocar-se na quinta-feira a Bruxelas para encontrar-se com o negociador-chefe comunitário, "para discutir o estado da situação após uma semana de negociações técnicas", adiantou hoje o porta-voz do primeiro-ministro, Boris Johnson. A reunião entre os dois líderes das equipas de negociadores fica assim adiada por 24 horas.

Esta tarde, Michel Barnier, numa intervenção no Parlamento Europeu, admitiu que um acordo ainda não está perto de ser alcançado e realçou que a UE não aceitará substituir uma solução de salvaguarda "operacional, prática e legal" para a fronteira irlandesa por uma alternativa "hipotética e provisória".

"O primeiro-ministro Johnson reconhece que um alinhamento para os bens é indispensável e estamos de acordo neste aspeto. No entanto, para resolver o problema dos controlos aduaneiros, o Reino Unido propõe unicamente que, no acordo internacional que nos unirá, exista um compromisso jurídico para evitar, em qualquer circunstância, os controlos regulatórios na fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte", indicou.

"Obviamente, partilhamos este objetivo, mas a nossa dúvida prende-se com aceitar um sistema que não existe, não foi testado, de controlo disperso na ilha da Irlanda", acrescentou.

Para o político francês, o sistema proposto por Londres - a criação de uma zona regulatória comum entre a Irlanda do Norte e a vizinha Irlanda para facilitar a circulação de bens agroalimentares e industriais, com controlos longe da fronteira - não contém "as garantias previstas" no Acordo de Saída firmado em novembro por Bruxelas e pela anterior primeira-ministra, Theresa May.

"Necessitamos de controlos aduaneiros rigorosos em todos os limites do nosso território, nas fronteiras externas do nosso mercado único. Precisamos de controlos credíveis porque é a credibilidade do nosso mercado único que está em causa", argumentou.

Os outros pontos problemáticos da proposta britânica, segundo o principal negociador da UE, assentam na ausência de "certezas jurídicas" relativamente ao 'backstop' e no papel reservado à Irlanda do Norte, cujas autoridades autónomas teriam o poder de autorizar (ou revogar) o alinhamento com as regras do mercado comum naquele território todos os quatro anos.

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