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Curdos revelam ataques do Daesh, que 'jihadistas' já reivindicaram

As Forças Democráticas Sírias (FDS) indicaram hoje que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) lançou uma grande operação contra bases das milícias lideradas por curdos em Raqa (norte), antes dos 'jihadistas' reivindicarem dois ataques contra alvos curdos.

Curdos revelam ataques do Daesh, que 'jihadistas' já reivindicaram
Notícias ao Minuto

15:10 - 09/10/19 por Lusa

Mundo Raqa

"Ao mesmo tempo que os turcos ameaçam invadir o noroeste da Síria, células adormecidas do EI lançaram uma operação em grande escala contra bases de segurança das FDS dentro de Raqa", escreveu o porta-voz destas forças, Mustafa Bali, na rede social Twitter.

Os 'jihadistas' dizem num comunicado que um dos seus combatentes alcançou "uma posição dos serviços de informações do PKK" (utilizando o nome da guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão para se referirem aos curdos) no centro de Raqa, onde enfrentou "metralhadoras e granadas".

"Após ficar sem munições detonou um colete de explosivos causando mortes e ferimentos a 13 membros" das FDS, acrescenta o EI.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, dois suicidas do EI lançaram um ataque contra uma instalação de segurança das FDS em Raqa, o que originou um confronto que durou 75 minutos e no qual foram utilizadas granadas. Adianta que os dois suicidas detonaram então os seus explosivos sem causar vítimas.

Raqa foi a capital do autodenominado "califado" do EI desde a sua proclamação em 2014 até 2017 quando foi recuperada pelas FDS aos 'jihadistas'.

Mustafa Bali assinala que o ataque do EI não foi uma operação de "disparar e fugir" e questiona: "quem se voluntaria para lutar com eles no caso de conquistarem partes da cidade se agora as FDS estão ocupadas com a fronteira?".

As autoridades semi-autónomas curdas da Síria apelaram hoje "à mobilização geral durante os próximos três dias" e exortaram os habitantes do noroeste da Síria a "resistir" face à ameaça de uma ofensiva da Turquia na região.

A Turquia pretende há vários meses as posições situadas a leste do Eufrates da milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG, principal elemento das FDS), líder do combate aos 'jihadistas' do EI e durante muito tempo apoiada por Washington, mas que Ancara considera um grupo terrorista.

A anunciada retirada de militares norte-americanos daquela área abre o caminho à ofensiva turca, que Ancara apresenta como iminente.

Abdulkarim Omar, que atua como chefe da diplomacia dos curdos sírios, disse na segunda-feira que a retirada das tropas norte-americanas da zona fronteiriça com a Turquia no norte da Síria terá "consequências catastróficas" porque as forças curdo-sírias estarão preocupadas em defender a zona em vez de proteger por exemplo os centros de detenção onde se encontram milhares de 'jihadistas' do EI.

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