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Mais de 90 corpos encontrados nas costas da Tunísia desde o início do ano

Os corpos de 92 migrantes foram encontrados nas costas do sul da Tunísia desde o início do ano, quase todos durante este mês, após vários naufrágios de embarcações que tentavam chegar à Europa, indicaram hoje fontes locais.

Mais de 90 corpos encontrados nas costas da Tunísia desde o início do ano

O hospital de Gabès, o único no sul da Tunísia capaz de recolher amostras de ADN e realizar exames para identificação de vítimas, está a recolher os cadáveres destes migrantes desde janeiro, sendo que mais de 80 foram encontrados desde o início de julho, avançou, em declarações à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), o diretor daquela unidade hospitalar, Hechmi Lakrech.

O responsável do Crescente Vermelho (organização federada com a Cruz Vermelha Internacional) no sul da Tunísia, Mongi Slim, confirmou também estes números.

Entre as vítimas encontradas, segundo precisou Mongi Slim, estão migrantes que morreram no início de julho num naufrágio de uma embarcação precária e clandestina procedente da Líbia que tinha a bordo mais de 80 pessoas.

Os dados sobre este naufrágio em concreto foram recolhidos junto de um sobrevivente, indicou o representante do Crescente Vermelho.

A redução das operações de busca e de regaste de migrantes no Mediterrâneo por causa dos obstáculos jurídicos e administrativos impostos aos navios de várias organizações não-governamentais (ONG) tem aumentado os receios de que o número de naufrágios de embarcações ilegais ocorridos nesta região possa estar a ser revisto em baixa por todas as autoridades competentes.

Dos 92 corpos encontrados desde o início do ano, 61 foram já enterrados, a maioria em Zarzis, cidade tunisina portuária do sul localizada entre Djerba e a fronteira líbia, de acordo com o vice-presidente da câmara de Zarzis, Faouzi Khenissi.

Cerca de 20 estão enterrados num cemitério improvisado que recebe há vários anos os restos mortais de pessoas não identificadas que são encontrados no mar, precisou o autarca.

Vários corpos ainda se encontram na morgue do hospital de Gabès, segundo constaram os jornalistas da AFP no local.

As autoridades locais de Gabès planeavam enterrar os migrantes em cemitérios municipais muçulmanos naquela cidade, mas a medida suscitou polémica porque a religião das vítimas era desconhecida.

A chegada às praias tunisinas de dezenas de corpos de migrantes, alguns já em estado de decomposição, também está a suscitar polémica na Bélgica, tudo por causa de uma reportagem polémica dedicada a esta situação, a acontecer em plena temporada turística, e sobre as "férias estragadas" dos turistas belgas.

Na terça-feira, o Conselho Audiovisual Superior (CSA) da Bélgica anunciou a abertura de um inquérito sobre esta reportagem que foi considerada por muitos telespetadores como um atentado à dignidade dos migrantes.

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