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Líder da oposição no Sudão do Sul disposto a retomar negociações

O líder rebelde da oposição do Sudão do Sul, Riek Machar, exilado no vizinho Sudão, disse estar disposto a retomar as negociações de paz com o Presidente, Salva Kiir, caso certas condições sobre a sua liberdade sejam acordadas.

Líder da oposição no Sudão do Sul disposto a retomar negociações
Notícias ao Minuto

16:15 - 12/07/19 por Lusa

Mundo Riek Machar

Numa carta enviada ao conselheiro de segurança do Presidente, Riek Machar apresentou uma lista de exigências que faz antes de uma eventual reunião entre os dois na capital sul-sudanesa, Juba.

"Acredito que este seja o momento para avaliar o processo, uma vez que passaram dois meses do período suplementar sem progressos substanciais", escreveu Machar.

Entre as exigências de Machar, o líder rebelde exige a possibilidade de viajar livremente para países da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento na África Oriental (IGAD, na sigla inglesa).

Atualmente no Sudão, Riek Machar não pode viajar para outros países do IGAD, como Sudão do Sul, Quénia, Uganda, Somália, Eritreia, Djibouti e Etiópia.

O rebelde exigiu ainda o levantamento das condições de prisão domiciliária.

O Sudão do Sul, com maioria de população cristã, obteve a sua independência ao separar-se do Norte árabe e muçulmano em 2011. No entanto, a partir do final de 2013, o país entrou num conflito civil, provocado pela rivalidade entre o Presidente, Salva Kiir, e o seu então vice-presidente, Riek Machar.

As partes formaram um Governo de unidade nacional em 2016, que caiu poucos meses após a formação devido a um reinício da violência, tendo essa sido a primeira tentativa de pacificação do jovem país africano.

O acordo para a criação de um Governo unitário com os rebeldes, aprovado em setembro, foi o mais recente de uma série de acordos entre o executivo de Salva Kiir e os rebeldes liderados por Machar desde o início de uma guerra civil, em 2013.

Desde o início do conflito, a guerra civil sul-sudanesa matou dezenas de milhares de pessoas, deslocando cerca de quatro milhões, e arruinando a economia do jovem país rico em petróleo.

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