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Sobe número de mortos, feridos e detidos em tragédia com rosto português

O último balanço das autoridades aponta para um aumento do número de vítimas, bem como de detidos por suspeitas de ligação aos ataques deste domingo.

Sobe número de mortos, feridos e detidos em tragédia com rosto português

A comunidade cristã do Sri Lanka foi este domingo atacada num conjunto de oito explosões que tiraram a vida a quase 300 pessoas e deixaram de luto milhões de cristãos em todo o mundo. Por cá, o rosto de tragédia tem um nome: chama-se Rui Lucas e estava em lua-de-mel.

Oito explosões – cinco praticamente em simultâneo – abalaram o domingo de Páscoa, um dos dias mais importantes para os cristãos.

Quatro hotéis de luxo e uma igreja na capital Colombo, uma igreja a norte, outra a leste e um complexo de vivendas em Dermatagoda foram os alvos escolhidos por um conjunto de atacantes que tirou a vida a, pelo menos, 290 pessoas e deixou feridas outras 500.

O balanço das autoridades feito esta segunda-feira de manhã revela não só um aumento do número de mortos e feridos, como de detidos, que são agora 24.

O ataque não foi ainda reivindicado, mas de acordo com um perito forense, terão sido sete os bombistas suicidas na origem de seis das explosões.

A polícia também informou esta segunda-feira que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

O ataque deste domingo não atingiu apenas a comunidade cristã a viver no Sri Lanka, atingiu também vários turistas de diferentes nacionalidades, contando-se entre os quais um português.

Por cá, o rosto de tragédia tem um nome 

Rui Lucas, de 31 anos, é o rosto da comoção portuguesa. Casado há apenas uma semana, o homem natural de Viseu estava em lua-de-mel naquele que achava ser um “local calmo”.

Notícias ao MinutoRui Lucas tinha casado há apenas uma semana. Viúva está destroçada© Rui Lucas/Facebook

Nas redes sociais multiplicam-se as mensagens de pesar e de revolta pelo sucedido.

Em declarações ao Notícias ao Minuto, o patrão de Rui Lucas lamentou o sucedido, garantindo ter ficado em “choque” quando soube da morte do jovem que trabalhava na T&T Multielétrica, empresa que presta serviços nas áreas das energias renováveis, domótica e segurança, eletricidade e climatização, em Vouzela.

Por seu turno, Marcelo Rebelo de Sousa já prestou condolências à família de Rui Lucas e o secretário da Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, garantiu que os custos da trasladação do português e do regresso da viúva a Portugal ficarão a cargo do Estado.

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